A XP Investimentos divulga um relatório mensal que ajuda o investidor a atualizar sua carteira de investimentos levando em consideração o cenário político- econômico nacional e internacional.

Diante disso, é preciso compreender que os fatores externos influenciam no bolso do investidor e, mesmo vivendo em uma mesma sociedade, cada perfil deve aplicar em ativos diferentes, de acordo com sua tendência a correr riscos e expectativa de rendimentos.

Caminhando em direção a esse princípio, pode-se dizer que o mês de outubro foi positivo para as bolsas ao redor do mundo, com uma pequena tensão, dada a nova tentativa de acordo comercial entre os Estados Unidos e a China.

O dólar se desvalorizou 2% em relação aos países desenvolvidos e, um pouco menos nos países emergentes. O Real, inclusive, se destacou apreciando-se 3% em relação à moeda americana, e o ouro subiu quase 3%.

No Brasil, a Reforma da Previdência foi aprovada e estima-se uma economia de R$ 800 bilhões ao longo dos próximos 10 anos. Os principais ativos beneficiados foram as NTN-Bs, títulos do Tesouro atrelados ao IPCA, com o IMA-B em alta de mais de 3,5%.

A previsão para as taxas de juros é que o Banco Central reduzirá a taxa Selic até 4,25% ao ano, o que deve ocorrer em fevereiro, ficando estável nesse nível até o fim de 2020.

Abaixo estão as sugestões da XP para cada perfil de investidor:

Conservador

Para o investidor conservador, o ambiente atual é um pouco desafiador. Isso porque as aplicações de renda fixa como o Selic e o CDB não estão tendo rendimentos significativos.

Nesse caso, a sugestão da carteira seria a alocação da maioria dos recursos para fundos de crédito, de modo a obter retornos excedentes ao CDI com diversificação e liquidez, sendo que os fundos mais longos têm resgates cotizados em 30 dias corridos.

Outra parte poderia ser investida em pré-fixados, com prazos próximos a 3 anos.

Para adicionar um componente de diversificação, foi sugerido um COE focado em uma operação de arbitragem de commodities, que não tem risco direcional.

Sendo assim, a sugestão de investimentos adequados para este perfil seria:

  • 84,5% – Pós-fixado
  • 10% – Inflação
  • 3% – Pré-fixado
  • 2,5% – Internacional

Moderado

O portfólio moderado foi construído a fim de aproveitar do cenário positivo do Brasil com uma posição relevante de renda variável, além de alocações a Inflação e Pré-fixados. No entanto, para garantir que a carteira fique diversificada, também existem opções de investir em temas internacionais.

Na sugestão de carteira, apenas um quarto da mesma está atrelado às taxas de juros de um dia, sendo que 5% com liquidez diária (para dar espaço ao investidor de fazer alterações rápidas na locação).

A parcela da inflação pode ser usada para contratar ganhos acima do IPCA por prazos mais longos. “Escolhemos créditos isentos de prazo de cerca de 5 anos e um fundo exposto a papéis do Tesouro Nacional, com prazo médio de 9 anos, sendo que o fundo paga resgates em D+1.” relata a equipe da XP.

30% da carteira sugerida seria destinado aos fundos multimercados, pois além de trazerem maior diversificação de estratégias conseguem se aproveitar de oportunidades em prazos mais curtos, quando o investidor teria mais dificuldade, e maiores custos, para movimentar seu portfólio.

Por fim, a parcela internacional está investida em renda fixa, para aproveitar os juros baixos no mundo e em renda variável com a finalidade de diversificar a parcela de bolsa e trazer uma pequena exposição à moeda americana.

Sugestão de aplicações para este perfil:

  • 30% – Multimercados
  • 25% – Pós-fixado
  • 17,5% – Renda Variável
  • 15% – Inflação
  • 7,5% – Internacional
  • 5% – Pré-fixado

Agressivo

O portfólio nessa categoria tem mais apetite ao risco e, por isso, maior sensibilidade ao cenário atual, sem deixar de visar a proteção de capital no longo prazo, por isso, ele é bem diversificado.

Olhando tanto para a parcela nacional quanto internacional, através dos multimercados, e com um maior percentual de alocação na classe de renda variável, é provável que o potencial do perfil atinja retornos bem expressivos

Os fundos multimercado conferem a possibilidade de exposição às diferentes classes de ativos de forma balanceada e diversificada: juros, câmbio e bolsa. Eles representam a maior parte da carteira, se aproveitando sempre das oportunidades em prazos mais curtos.

A segunda maior classe da carteira é a renda variável, apostando no otimismo da política brasileira com a aprovação da Reforma da Previdência e pré-aprovação de uma agenda macroeconômica.

Por fim, a sugestão de aplicações para perfil agressivo fica assim:

  • 35% – Multimercado
  • 27,5% – Renda Variável
  • 15% – Inflação
  • 10% – Internacional
  • 7,5% – Pré-fixado
  • 5% – Pós-fixado
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