A diminuição da taxa básica de juros (Selic) e a redução dos juros cobrados pelos bancos no financiamento de imóveis deixaram a portabilidade do crédito imobiliário atraente para os brasileiros.

De acordo com o Banco Central, no período de janeiro a agosto deste ano, os pedidos concluídos de portabilidade de banco na modalidade movimentaram R$ 608,2 milhões, contra R$ 335,8 milhões dos nove primeiros meses de 2018.

Esse número está crescente pois ao transferir a dívida para outro banco, o consumidor refaz seu contrato de crédito, podendo se beneficiar das baixas taxas de juros e reduzir o valor das parcelas, melhorando assim, as condições do empréstimo e economizando.

A transferência de empréstimo de um banco ao outro é regulamentada pelo Banco Central e quase sempre vale a pena. É necessário, no entanto, ficar atento “além das taxas de juros, nos custos com a manutenção da nova conta e as tarifas cobradas pelo banco e pelo cartório de registro de imóveis”. Adverte Daniele Akamine, diretora da Akamine Negócios Imobiliários.

Momento Favorável

Analistas afirmam que nunca houve um momento tão favorável para se comprar um imóvel, ou reduzir as taxas do financiamento, sobretudo nos empréstimos de valores mais altos e com contratos assinados entre 2015 e 2017, quando os juros médios ficaram acima de 10%.

“Com a queda da Selic, o mercado e crédito está começando a andar e na linha de crédito imobiliário estamos finalmente vendo bancos entrando em um cenário de concorrência e começando a brigar por taxas”, afirma Rafael Sasso, cofundador da Melhortaxa.

Desde o ano passado, as taxas de juros cobradas pelos bancos têm se mantido bem próximas umas das outras, gerando uma maior disputa entre as instituições financeiras e, nas últimas semanas, os principais bancos do país, anunciaram que iriam reduzir suas cobranças para uma faixa de 7,3% ao ano +TR (taxa referencial).

Segundo dados do BC, os juros médios de mercado cobrados pelos bancos para financiamento imobiliário foram de 8,9% ao ano em agosto (último dado disponível), ante 9,5% ao ano no final do ano passado e 11% no final de 2017. Com base nessas informações, pode-se concluir que o mercado imobiliário está demonstrando sinais de recuperação.

Simulações de Economia Com Portabilidade

A Melhortaxa, startup que ajuda a comparar os juros cobrados pelos bancos, demonstra que é possível obter com a portabilidade de financiamento uma boa redução no valor da parcela.

Veja abaixo as simulações de dívidas antes e após a queda das taxas.

Exemplo 1: empréstimo de R$ 100 mil, com taxa atual de 11,24% ao ano

  • Valor do imóvel: R$ 125 mil
  • Valor da 1ª parcela (01/02/2017): R$ 1.224,94
  • Valor da parcela atual: R$ 1.143,97
  • Taxa após portabilidade: 7,30%
  • Valor da parcela após portabilidade: R$ 866,46
  • Economia na parcela: R$ 358,49
  • Economia total no contrato: R$ 47.709,48

Exemplo 2: empréstimo de R$ 300 mil, com taxa atual de 9,76% ao ano

  • Valor do imóvel: R$ 500 mil
  • Valor da 1ª parcela (01/01/2018): R$ 3.320,62
  • Valor da parcela atual: R$ 3.179,61
  • Taxa após portabilidade: 7,30%
  • Valor da parcela após portabilidade: R$ 2.638,06
  • Economia na parcela: R$ 682,56
  • Economia total no contrato: R$ 98.900,77

Exemplo 3: empréstimo de R$ 500 mil, com taxa atual de 10,77% ao ano

  • Valor do imóvel: R$ 625 mil
  • Valor da 1ª parcela (01/03/2016): R$ 5.846,76
  • Valor da parcela atual: R$ 5.335,45
  • Taxa após portabilidade: 7,30%
  • Valor da parcela após portabilidade: R$ 4.147,82
  • Economia na parcela: R$ 1.698,94
  • Economia total no contrato: R$ 196.714,63
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