São Paulo e Rio de Janeiro Não Recuperam Lojas Fechadas Pela Recessão

São Paulo e Rio de Janeiro Não Recuperam Lojas Fechadas Pela Recessão

Já se passaram dois anos e meio desde o fim da recessão econômica no Brasil e, mesmo depois deste tempo, os principais centros de comércio varejista que ficam nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro ainda não se recuperaram completamente. O resultado disso é que muitas lojas permanecem fechadas.

O estudo realizado pela Confederação Nacional do Comércio (CNC) feito com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), reuniu informações sobre estabelecimentos formais espalhados por essas duas cidades e afirma que a crise foi “democrática” nessas capitais, pois atingiu tanto grandes centros comerciais voltados para a classe mais rica, como pequenos comércios nas periferias.

Na capital paulista, por exemplo, 20.032 pontos de venda encerraram suas atividades entre 2015 e 2017. Após esse período, houve uma reação do comércio e novas lojas foram surgindo, mas, mesmo assim, o saldo permanece negativo com 4.990 novos pontos até o primeiro semestre de 2019.

Os bairros do centro como Sé e República estão no topo da lista dos que mais tiveram estabelecimentos fechados, desde 2015 até o primeiro semestre do ano. Mas, ao mesmo tempo, as lojas voltadas para o público de alta renda permanecem na terceira e quarta posição.

Diminuição do varejo

Veja abaixo os bairros do Rio de Janeiro e de São Paulo que mais fecharam lojas e a quantidade delas desde o fim da recessão até 2019:

SÃO PAULO

  • Sé – 734
  • República – 612
  • Itaim Bibi – 422
  • Itaquera -386
  • Penha – 374
  • Santana – 350
  • Jabaquara – 342
  • Vila Mariana – 338
  • Freguesia do Ó – 315
  • Sapompemba – 290

RIO DE JANEIRO

  • Centro – 467
  • Copacabana – 205
  • Botafogo – 149
  • Santa Cruz – 149
  • Del Castilho – 134
  • Madureira – 131
  • Bonsucesso – 130
  • Ipanema – 130
  • Tijuca – 125
  • Vila Isabel – 125

Fonte: CNC

Situação Agravada

“No Rio de Janeiro, o quadro é mais crítico”, observa o economista-chefe da CNC e responsável pelo estudo, Fábio Bentes. E muitos fatores contribuem para este agravamento na capital, inclusive a crise fiscal enfrentada pela cidade e, seus pontos de venda diminuíram cerca de 5.000 em 4 anos e não houve reação positiva na abertura de novas lojas.

“Como o setor público emprega boa parte da população, a situação fiscal frágil da cidade atrapalha o desempenho do comércio”, justifica Fábio. A segurança na cidade é outro fator que influencia diretamente na abertura de novos negócios.

Baseado nos dados acima, pode-se observar que Copacabana e Botafogo, dois bairros tradicionais e muito movimentados estão entre os primeiros no ranking de lojas mais fechadas no Rio.

Tanto no Rio quanto em São Paulo, as lojas que vendem produtos ligados ligados diretamente à classe C foram as mais afetadas, como vestuário popular, por exemplo.

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