Vamos começar este artigo com uma pergunta: existe alguém mais sem recursos do que o jovem estudante? Provavelmente não. Por isso, na atual crise, não será incomum encontrar um estudante negativado e sem recursos para pagar as mensalidades de sua faculdade.

Por esse motivo, é muito comum que esse estudante recorra a financiamentos. Nesse caso, o Fies, o mais popular da categoria, é uma ótima alternativa, uma vez que o financiamento estudantil do Governo Federal possui juros reduzidos a fim de proporcionar uma oportunidade para quem deseja fazer um curso superior pagá-lo de forma mais suave e acessível, em parcelas menores e só depois que já estiver formado.

Porém, pode surgir uma dúvida na hora de solicitar o financiamento: quem está negativado consegue fazer o Fies? Venha conosco e veja se existe essa possibilidade, além de também conheça outras opções ao programa.

O que é o Fies?

O Fies é o Financiamento Estudantil do Governo Federal. Ele existe para tornar o acesso ao ensino mais democrático, porém está passando por problemas, já que o nível de inadimplência da modalidade anda alto.

Por isso, para a manutenção do financiamento, o governo deu uma cara nova ao programa. O ‘novo’ Fies passou a ser dividido em diferentes modalidades, mais ainda assim tornará possível a quem mais precisa a possibilidade de ter acesso ao financiamento com juros zero. O programa remodelado trará características diferenciadas aos candidatos que vão variar conforme a renda familiar do candidato.

Segundo o Governo, o novo programa traz melhorias na gestão do fundo, com mais sustentabilidade financeira como meio de garantir a continuidade do programa e viabilizar um acesso mais amplo ao ensino superior.

A primeira modalidade, além de ofertar vagas de até juros zero aos estudantes que tiverem uma renda per capita mensal familiar de até três salários mínimos, trará também a possibilidade de o aluno começar a pagar as prestações respeitando  seu limite de renda, fazendo com que os encargos a serem pagos pelos estudantes diminuam consideravelmente.

No caso da segunda modalidade do programa, denominada P-Fies, será destinada aos estudantes com renda per capita mensal familiar de até cinco salários mínimos e funcionará com recursos dos fundos constitucionais e de desenvolvimento, contando também com recursos dos bancos privados participantes.

Para participar do novo Fies é necessário ter feito o ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) e obtido desempenho compatível com o necessário. A nota de corte vai variar de acordo com o curso, além disso o aluno não poderá ter zerado a redação.

Quem está negativado consegue fazer o Fies?

A resposta para essa pergunta é: depende! Muitas vezes é permitido a quem está negativado participar do programa, porém ele deve se enquadrar em algum dos seguintes casos:

  • Ser estudante matriculado em cursos de licenciatura;

  • possuir renda familiar mensal per capita de até um salário mínimo e meio;

  • ser estudante bolsista parcial do Prouni (Programa Universidade para Todos) que opte por inscrição no FIES no mesmo curso em que é beneficiário da bolsa.

Além disso para conseguir o Fies nesses casos o aluno deve optar por usar o FGEDUC (Fundo de Garantia de Operações de Crédito Educativo) como fiador do contrato e é preciso também que a faculdade que deseja cursar tenha aderido a essa modalidade de financiamento.

Não podem fazer o Fies ainda: quem já foi beneficiado pelo programa, quem já concluiu um curso superior, quem não prestou ou não obteve desempenho satisfatório no ENEM, quem estiver matriculado em instituição com avaliação negativa (nota do MEC menor que 3), quem recebe bolsa integral do Prouni, quem estiver inadimplente junto ao PCE (Programa de Crédito Educativo), quem estiver com a matrícula trancada e quem quer fazer um curso à distância.

Outras opções ao programa

Uma boa opção para quem precisa estudar, mas não possui recursos e/ou está negativado são as bolsas, uma vez que elas nada têm a ver com crédito. Por esse motivo, trouxemos aqui opções de bolsas para que você possa explorá-las:

Sisu

As bolsas são uma forma democrática de estudar mesmo sem condições de arcar com os custos de uma faculdade, e o Sisu (Sistema de Seleção Unificada) é um sistema criado pelo MEC (Ministério da Educação) com esse objetivo. Ele, juntamente com ENEM, oferta vagas em instituições públicas de ensino superior em todo o território nacional.

Prouni

O Prouni (Programa Universidade Para Todos) também é um programa do MEC, porém ele oferece bolsas de estudo parciais e integrais em instituições privadas de ensino do Brasil para estudantes de baixa renda sem formação em ensino superior. Assim como o Sisu, o Prouni também é atrelado ao ENEM.

Quero Bolsa

Diferentemente do Sisu e do Prouni, o Quero Bolsa  trata-se de um projeto de iniciativa privada que oferta bolsas de estudo parciais. Para se cadastrar nele não é preciso comprovação de renda ou realização de prova, basta entrar no site, consultar as universidades e cursos com bolsas disponíveis e fazer a pré-matrícula na opção desejada. Caso consiga a bolsa, a mesma será válida até o fim do curso.

Educa Mais Brasil

O Educa Mais Brasil também trata-se de um programa privado, criado em parceria com as principais instituições particulares do país. A iniciativa disponibiliza bolsas de estudo, com até 70% de desconto. No caso do Educa Mais Brasil a bolsa é válida para o período acadêmico em que o aluno foi contemplado, mas pode ser renovada semestralmente, até que o aluno conclua o curso.

Outras opções

Embora existam outras opções, uma vez que muitos bancos, instituições e empresas de crédito oferecem alternativas de financiamento estudantil, existe o porém de que o fato de estar negativado vai ser um grande obstáculo para conseguir qualquer tipo de crédito, inclusive o estudantil. Além disso, caso o solicitante os consiga, os juros podem ser maiores. Caso esteja disposta a pagar taxas um pouco mais salgada, a pessoa pode recorrer a financiamentos e empréstimos para negativados.

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