A vida de adulto tem suas vantagens como independência, liberdade de ir e vir, entre outros argumentos que se formos listar gastaríamos um dia inteiro. Pois bem, mas antes de pensar em tudo isso, é preciso tomar uma importante decisão que a vida de adulto independente exige: comprar ou alugar uma casa/apartamento.

Uma das dúvidas mais comuns entre os adultos é sobre a sonhada casa própria.
Para quem sonha em adquirir um imóvel próprio e já leu nosso artigo sobre as 10 dúvidas frequentes sobre a compra da casa própria, vai ficar satisfeito ao saber que a Caixa Econômica Federal (CEF) pretende lançar uma linha de financiamento habitacional com uma taxa de juros fixa. Dessa forma, quem comprar um imóvel, saberá o valor de todas as parcelas até sua quitação.

A medida está em discussão e conta com o apoio do Ministro da Economia, Paulo Guedes. A ideia inicial é que sejam extintas as correções monetárias como Taxa Referencial (TR) e Inflação (IPCA), essas medidas serviriam para encorajar quem pensa em ter seu próprio imóvel. Porém, a medida não será colocada em pática imediata, essa nova modalidade de crédito imobiliário deverá estar disponível em até dois anos.

Risco de Inflação

O mercado imobiliário está aquecendo segundo o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães. Ele informou que no final de agosto, a linha de financiamento foi corrigida pelo IPCA, com juros entre 2,5% e 4,95% ao ano, e em menos de um mês foram emprestados R$ 100 milhões nessa modalidade e outros R$ 500 milhões em empréstimos já foram analisados pelo banco. O número de consultas no site chegou a R$ 2,1 milhões no período.

Além disso, ele também admitiu que mesmo existindo risco inflacionário nos primeiros cinco anos do contrato, a tendência é diminuir de acordo com o cenário existente hoje no Brasil, de recuperação econômica e queda da inflação, conforme garantido pelo Ministro da Economia, Paulo Guedes.

No evento realizado pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), Pedro Guimarães ainda defendeu a busca de alternativas para que o setor da construção não fique dependente do governo e das fontes tradicionais como FGTS e poupança.

“Todos nós queremos previsibilidade e isso vem com a possibilidade de ficar menos dependente do governo e ter o mercado financiando o setor, como ocorre em outros países.” admite. Para isso, o monopólio do FGTS pela Caixa Econômica Federal deve ser extinto, o que é inclusive, uma proposta do novo Ministério da Economia.

Possibilidade de Fim Do Monopólio da CAIXA

Outra medida que promete beneficiar o mercado imobiliário é o fato de que o Ministério da Economia estuda o fim do monopólio da Caixa na gestão do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), que é uma poupança forçada feita por todos os trabalhadores que trabalham com carteira de trabalho assinada.

A entidade planeja uma reformulação na forma como são feitos os aportes no programa de habitação popular Minha Casa Minha Vida, onde o banco recebe 1% dos ativos no fundo para fazer esse trabalho e, só no ano de 2018, esse valor chegou a alcançar em média R$ 5,1 bilhões.

“Não dá para um país do tamanho do Brasil contar com um banco só”, afirma Igor Vilas Boas de Freitas, diretor do departamento do FGTS do Ministério da Economia, área criada no governo Jair Bolsonaro.

Porém, aqueles que defendem esse pensamento afirmam que outros bancos poderiam cobrar menos pela administração e oferecer maior retorno aos trabalhadores com outros tipos de aplicação. Para Freitas, está na hora do país ter uma modernização do FGTS, e a CAIXA não está nesses planos como monopólio do fundo.

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