Os clientes do Itaú, antigos ou novos, que utilizarem o cheque especial, agora receberão isenção nas taxas cobradas pelo banco. 

As novas regras fixadas pelo Banco Central determinam que as instituições financeiras determinem um  limite de até 0,25% por mês sobre o valor utilizado no cheque especial acima de R$ 500. 

Os clientes que não utilizarem essa opção não poderão ser taxados.

As novas regras despertaram polêmica. Principalmente porque muitos bancos cobravam por um serviço que nem todos os clientes pedem, ou usam.

“O Itaú Unibanco oficializa que não cobrará a tarifa de 0,25% ao mês sobre o valor do limite disponível do cheque especial”, diz o comunicado do banco.

Novas Regras do Cheque Especial

Começaram a valer em janeiro as novas regras do cheque especial determinadas pelo Banco Central no final de 2019. São basicamente essas:

  • As instituições financeiras só poderão oferecer essa modalidade de crédito com juros mensais de até 8%
  • Os bancos podem cobrar uma taxa de até 0,25% ao mês sobre o valor disponibilizado do limite acima de R$ 500.
  • A taxa mensal do cheque especial poderá ser cobrada mesmo se o cliente não usar o limite do cheque especial
  • Caso o cliente tenha o limite do cheque especial de até R$ 500, ele é isento de cobrança. Porém, o consumidor que tem R$ 5.000 de cheque especial só terá isenção de R$ 500. Sobre o restante será cobrada a taxa.
  • Os clientes que têm limite de crédito superior a 500 e que não querem ser taxados precisam contatar seus bancos para checar se haverá isenção ou pedir a redução do valor do crédito disponível.

Crédito Caro

De acordo com o Banco Central, a taxa média do cheque especial ficou em 306,6% ao ano em novembro, equivalente a uma taxa de cerca de 12% ao mês.

Constatou-se que os bancos disponibilizavam cerca de 350 bilhões aos usuários como limite. No entanto, desse total, apenas 26 bilhões eram de fato utilizados pelos clientes.

Como essa é uma realidade de muitos brasileiros, BC autorizou a cobrança da taxa para ajudar a reduzir o custo do cheque especial.

Com a redução estipulada, os juros caíram quase pela metade, para 8% ao mês (151% ao ano), mas, mesmo assim, esse crédito ainda continua sendo um dos mais caros do mercado e deve ser usado somente em caso de emergências.

Acompanhe aqui as opções para evitar cair no cheque especial novamente.

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