Além dos ganhos de 100% no ano passado e um início de 2020 com mais 20% de aumento, o Bitcoin ainda tem um grande potencial a ser destravado este ano.

Essa é a opinião dos especialistas Safiri Felix, diretor da Associação Brasileira de Criptoeconomia (ABCripto), e Felipe Sant’Anna, sócio-gestor da Paradigma Capital, que participaram do painel sobre criptomoedas do especial Onde Investir 2020.

“Além de jovem, o Bitcoin é extremamente cíclico. O Bitcoin é o maestro do mercado e tem um ciclo que dura basicamente quatro anos, em que ele passa por mudanças técnicas, o que afeta o mercado inteiro, e os preços progridem de acordo com isso”, afirma Sant’Anna.

Halving Se Aproximando

Baseado nas opiniões dos especialistas, a tendência para o aumento do Bitcoin nos próximos meses é grande, visto que ele está chegando ao fim de mais um ciclo com o famoso halving.

Esse evento ocorre a cada quatro anos, e nele há um corte de 50% de oferta da ordem. Safiri explica que o aumento do preço é inevitável.

É pura aula de economia. Você tem uma commodity cuja demanda não para de crescer e a oferta vai cair drasticamente. A conclusão mais lógica é que o preço vai reagir de forma positiva”

Outros Vetores

Para Safiri, após o halving, outros grandes fatores devem guiar o aumento do preço do Bitcoin ainda este ano que são o uso do mesmo como “ouro digital” e a “financeirização do Bitcoin“.

O termo “ouro digital” da criptomoeda vem do fato que, em meio a crises geopolíticas, especialistas já alertam que geralmente surge uma janela de valorização do Bitcoin pois muitos investem no mesmo para manter a valorização do seu dinheiro.

A partir desse pensamento, chega-se ao terceiro vetor de valorização: a financeirização do Bitcoin que é simplesmente a propagação de produtos financeiros que têm a criptomoeda como lastro.

“Isso acaba rompendo duas resistências: do público que ainda não se sente seguro em operar com suas próprias chaves privadas ou na exchange, além de abrir a porta para o capital institucional”, explica.

O Que Esperar Sobre Outras Moedas

Sobre os outros ativos digitais, Sant’Anna diz que, mesmo que outras criptomoedas tenham ganhado valor nos últimos anos, uma estratégia que tem se mostrado eficaz durante os últimos anos é a grande exposição do Bitcoin mesmo.

“Minha sugestão é ter um 2020 mais simples. Se tem moedas que podem influenciar o destino do Bitcoin são mais a Libra do Facebook, ou moedas digitais de governos”, afirma ele reforçando a ideia de que o momento pede uma exposição maior apenas ao Bitcoin.

Já Safiri lembra que a ideia de se investir em Bitcoin é diversificar a carteira, e este é um ativo que pode trazer um retorno significativo. 

“Por outro lado, quando olhamos para isso dentro dos próprios criptoativos é importante não cair na armadilha do excesso da diversificação, porque neste caso é o contrário, há uma grande correlação. Se o Bitcoin subir, ele arrasta todo mundo, mas nos ciclos de baixa os outros caem mais e o Bitcoin acaba mantendo menos risco”, explica Safiri.

Os especialistas recomendam: se o investidor ainda não conseguiu comprar um Bitcoin inteiro, é aconselhável que o mesmo permaneça investindo na criptomoeda até completar.

O Bitcoin é tão visado pois o mesmo não apresenta problemas de segurança ou integridade.

A segunda maior criptomoeda atualmente, por exemplo, é a Ethereum, que acumula algumas pendências em seu aproveitamento como prazos estourados, comunidade dividida e, até mesmo a perda de grandes talentos para outros projetos.

Eu acredito que 2020 será um ano decisivo para o Ethereum e para ele se provar e poder continuar como uma plataforma primordial para os chamados smart contracts”, diz o especialista.

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