Após conhecermos, nas últimas semanas, a trajetória dos bancos em geral, a atuação dos principais bancos públicos (BPs) do país e, por fim, chegarmos ao Banco do Brasil (BB), que tal passarmos pela trajetória do banco 100% público que, desde meados do século XIX, acompanha os brasileiros em seu desenvolvimento, inclusive no apoio a causas sociais e a uma melhor condição de vida a todos os brasileiros! Estamos falando da Caixa Econômica Federal (CEF).

Criada inicialmente para incentivar a poupança e conceder empréstimos sob penhor, hoje em dia o “Banco de Todos Os Brasileiros” atua em diversos outros setores, como um banco tradicional, ofertando produtos aos correntistas, bem como gerindo e operando programas sociais como o Bolsa Família, o Auxílio Emergencial, administrando o FGTS (Fundo de Garantia Por Tempo de Serviço), dentre muitos outros programas. Além disso, a estatal ainda controla, desde a década de 1960, a Loteria Federal, proporcionando com que milhões de brasileiros sonhem com uma “vida melhor”!

Quer saber mais sobre a trajetória do banco que mais se preocupa com o social e com aquele que mais precisa? Continue por aqui! Na sequência, o Unum te conta a trajetória da Caixa, o banco público que mais apoia e incentiva o desenvolvimento social e cultural no país! Acompanhe!

Surgimento de caixas econômicas

A ideia da criação de caixas econômicas no Brasil data de 1830, quando surgiram essas organizações nos Estados da Bahia, Pernambuco, Alagoas, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Destas, apenas a de Ouro Preto, no Estado de Minas Gerais, conseguiu sobreviver por mais tempo. Vários fatores negativos concorreram para o desaparecimento dessas instituições.

Sua estrutura primitiva, a crise financeira da época e a tendência à criação de institutos que satisfizessem aos reclamos de grande parte da coletividade e não apenas a uma parte mínima, foram os argumentos mais proclamados para a consolidação do fato. Mesmo assim, esse primeiro fracasso não frustrou as autoridades daquele século, no que tange ao setor. Em 22 de agosto de 1860 a Lei dos Entraves deu início à criação da Caixa.

Surgimento da Caixa Econômica Federal

No dia 12 de Janeiro de 1861, D. Pedro II assinou o decreto 2.723 que aprovava a criação de uma Caixa Econômica e um Monte de Socorro na Corte, cuja finalidade era de conceder empréstimos e de estimular o hábito de poupar entre a população, até então tida como imprevidente, recebendo pequenas poupanças das classes menos abastadas, incluindo os escravos, que podiam economizar para suas cartas de alforria, pagando juros de 6% ao ano, garantindo ao governo imperial a restituição dos depósitos a ela confiados.

Antes da criação do Monte de Socorro, existiam no Brasil centenas de casas de penhor, mais conhecidas como Casas de Prego. A origem desse nome surgiu do fato de que era costume dos donos desses estabelecimentos colocarem as joias empenhadas num prego bem alto, na entrada das lojas, a vista de todos os possíveis interessados em adquiri-las em leilão, caso os verdadeiros donos não pudessem resgatá-las. O Monte de Socorro na Corte foi inspirado nos Montes Pio ou Montes de Piedade europeus e tinha por finalidade emprestar, por juro baixo e sob penhor, as quantias necessárias para socorrer as necessidades urgentes das classes menos favorecidas, que não tinham acesso a estabelecimentos bancários, principalmente para contrair empréstimos.

Instalada na Cadeia Velha, na Rua da Misericórdia, onde hoje está instalado o Palácio Tiradentes, no Rio, a Caixa Econômica do Monte de Socorro emprestava pequenas somas sob a garantia de metais preciosos, brilhantes e outros valores.

Início das operações

Às 9h da manhã de uma segunda-feira, 4 de novembro de 1861, dez meses depois da assinatura do decreto por D. Pedro II, a Instituição começou oficialmente suas operações no Rio de Janeiro. Na época o Brasil já tinha quase 10 milhões de habitantes e a população do Rio já chegava a 250 mil moradores.

Nos primeiros dias de funcionamento, já era possível identificar algumas tendências que mais tarde se consolidariam de vez. A principal é que a instituição tinha surgido para atender à população mais pobre: as somas depositadas pelos 50 primeiros clientes variavam entre 10 mil e 50 mil réis. Para se ter uma ideia do valor, uma boa refeição não saía por menos de dois mil réis. O primeiro depositante foi Antônio Álvares Pereira Coruja, de 55 anos, morador da Zona central do Rio, que correu até a Caixa para depositar seus dois mil réis. Das dez primeiras contas da Caixa, quatro foram abertas em nome de crianças.

Incentivo continuou

Em 1933, a Caixa lançou uma campanha para estimular a abertura de contas em nome de crianças, que foi um sucesso estrondoso. Batizada de Semana do “Pé-de-Meia”, teve como ponto alto a distribuição de dez mil cofrinhos entre os pequenos.

Foco na poupança

A missão da Caixa de estimular o hábito de poupar foi cumprida com sucesso, visto que, quando a estatal completou 140 anos, somava 13,6 milhões de poupanças.

A caderneta de poupança com vida mais longa da História da Caixa, quase 80 anos, pertenceu a Austregésilo de Athayde, que também foi confiscada em 1990, como a de tantos brasileiros, pelo Plano Collor.

A carteira hipotecária surgiu logo após a Revolução de 1930 e a primeira hipoteca destinada à aquisição de bem imóvel, foi assinada em 01 de junho de 1931. O envolvimento na implementação da política habitacional do governo, a partir da crise do sistema financeiro, montado com a finalidade de reduzir o déficit de moradias, resultou na incorporação do Banco Nacional de Habitação (BNH), em 1986, o que agregou novos desafios e experiência à corporação.

Criação do empréstimo consignado

Pela Lei 20.250, de 18 de julho de 1931, foram inauguradas as operações de empréstimo em consignação. Por aí se percebe que a experiência da CAIXA com a modalidade de crédito para pessoa física, hoje tão disseminada entre funcionários públicos, empregados de empresas privadas e aposentados, vem de longe, há quase 90 anos.

Por determinação do Governo Federal, formalizada no Decreto 24.427, de 19 de julho de 1934, a CAIXA assumiu a exclusividade dos empréstimos sob penhor, com a consequente extinção das casas de prego operadas por particulares. Ela, que nasceu junto com o “Monte de Socorro”, passou a monopolizar esse tipo de operação.

Controle das lotéricas

No início da década de 1960, durante o governo de Jânio Quadros, a Caixa Econômica Federal assumiu o comando das lotéricas. As loterias de números e a Esportiva nasceram na Instituição.

A primeira extração da Loteria Federal aconteceu no dia 15 de Setembro de 1962, na sede do Rio de Janeiro. Para uma série de 40 mil bilhetes, dividida em décimos no total de 400 mil frações, foram sorteados cinco números. O prêmio principal foi de 15 milhões de cruzeiros.

Valorização e respeito à mulher

A Caixa foi uma das primeiras instituições a contratar mulheres, mas a prática só se iniciou no século XX. As primeiras duas empregadas, escriturarias, foram contratadas em 1921.

História se confunde com a do Brasil

Durante toda a sua trajetória, a Instituição não só testemunhou, mas participou dos episódios mais importantes da História do Brasil. O fenômeno do café, que na década de 1870 chegou às terras roxas do oeste paulista e se tornou o principal produto de exportação do País, atraindo multidões de trabalhadores rurais que imigraram da Europa em busca de trabalho.

A Lei Áurea, que, em 1888, pôs fim à escravidão, e a proclamação da República, no ano seguinte. A Revolução de 1930, que estabeleceu a base de direitos dos trabalhadores, firmando a Caixa como o órgão oficial do crédito popular brasileiro. A Revolução de 1932, quando os paulistas, muitos deles empregados da Caixa, foram às ruas exigir uma Assembleia Constituinte. A inauguração de Brasília, em 1960.

Caixa não perde sua essência, focada no social

Hoje a Caixa Econômica Federal é o maior banco público do país, focado também em grandes operações comerciais, mas ainda assim não perdendo seu lado social, que foi estabelecido desde seu início, uma vez que é a centralizadora das operações como o FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) e o PIS (programa de Integração Social).

A CAIXA é o principal agente das políticas sociais do governo federal e, de uma forma ou de outra, está presente na vida de mais de 200 milhões de brasileiros. Ao priorizar os setores de habitação, saneamento básico, infraestrutura e prestação de serviços, a CAIXA exerce um papel fundamental na promoção do desenvolvimento urbano e da justiça social no País, contribuindo para a melhoria na qualidade de vida da população, especialmente a de baixa renda.

A vocação social da Empresa não a impede de ser uma instituição financeira competitiva e rentável. Pelo contrário, seu crescente sucesso tem servido para ampliar mais e mais a sua capacidade de investir no desenvolvimento sustentável de nossas cidades, promover a inclusão bancária das populações de baixa renda e patrocinar ações para o desenvolvimento humano, através do apoio às iniciativas artístico-culturais, educacionais e desportivas.

O compromisso da CAIXA com a inclusão social compreende, também, o lançamento da Conta CAIXA Aqui, em 2003, permitiu, até o final de 2004, a mais de 2,2 milhões de brasileiros que não dispunham de comprovante de renda ou residência, abrir sua primeira conta bancária.

Em outubro de 2003, o governo unificou os vários programas de transferência de renda existentes, aumentando a responsabilidade da CAIXA enquanto agente operador e pagador desses benefícios. O Bolsa Escola do Ministério da Educação, o Bolsa Alimentação do Ministério da Saúde, o Auxílio-Gás do Ministério de Minas e Energia, e o Cartão Alimentação do Ministério Extraordinário da Segurança Alimentar foram consolidados no Bolsa Família, que segue vigente até os dias atuais.

Neste ano, com a pandemia do novo coronavírus (Covid-19), a estatal mostrou mais uma vez sua importância para os brasileiros. O Auxílio Emergencial, criado pelo Governo Federal, para ajudar milhões de brasileiros desempregados ou autônomos, durante a crise, é gerido pela Caixa que, novamente, mostra seu valor para quem mais precisa de seu serviço: a população mais humilde!

Visando a excelência no atendimento e a satisfação dos clientes, a CAIXA tem a maior rede de atendimento do Brasil e é o único banco presente em todos os 5.570 municípios brasileiros, com mais de 20 mil pontos de atendimento entre agências, casas lotéricas e correspondentes bancários. Além disso, o cliente pode contar com o aplicativo ou o site Caixa para resolver várias de suas demandas.

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