Números nada positivos foram divulgados hoje (06) pelo Banco Central. Segundo a previsão do mercado financeiro,  a queda da economia brasileira em 2020 deve sofrer um reajuste de 6,54% para 6,50%.

A estimativa de recuo do Produto Interno Bruto (PIB) compõe a projeção de todos os principais indicadores econômicos do país.

Dados positivos mesmo, segundo o mercado, só em 2021. Para o próximo ano, a expectativa é de que o crescimento seja de 3,50%, previsão que não se altera há seis semanas consecutivas.

O monstro da inflação

Segundo instituições financeiras consultadas pelo Banco Centro, mantém-se a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 1,63%, neste ano.

Para 2021, a estimativa de inflação permanece em 3%. Para o ano de 2022, a estimativa é de 3,50% e para 2023, a estimativa passou de 3,50% para 3,42%.

A estimativa de 2020 está abaixo do piso da meta de inflação que é considerada a ideal pelo Banco Central. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 4% em 2020, com o limite inferior a 2,5% e o superior a 5,5%.

Taxa Selic

A expectativa do mercado financeiro é de que a Taxa Selic termine 2020 em 2% ao ano.e siga para 2021 com 3% ao ano, terminando 2022 com a previsão de 5% e para o final de 2023 com 6% ao ano.

Normamente, o crédito fica mais barato quando o Copom reduz a Selic. Isso quer significa um com incentivo à produção e ao consumo, o que ajuda a construir um maior controle da inflação e acaba também estimulando a atividade econômica de todo o país.

Essa é a tendência, mas o Copom também pode aumentar a taxa básica de juros e o objetivo dessa atitude seria conter a demanda aquecida.

Dólar

Explodindo nos últimos meses, o dólar e suas altas históricas não devem crescer muito ao fim de 2020. A expectativa do mercado é que ele termina o ano na casa dos já super aquecidos R$ 5,20.

Mas o sonho de tê-lo abaixo dos cinco reais parece muito distante para o mercado. A expectativa é que a moeda americana atinja os R$ 5 somente ao final de 2021.

Valores abaixo disso, no momento, parecem ser utópicos.

Redução da captação da poupança

Uma boa notícia para a economia brasileira, no entanto, é que as aplicações financeiras mais tradicionais do país, a caderneta de poupança, voltaram a atrair bons resultados em junho.

No último mês, os investidores depositaram R$ 20,53 bilhões a mais do que retiraram da aplicação, ainda segundo o Banco Central.

A captação líquida diminuiu em relação ao mês de maio, quando atingiu o recorde de R$ 37,2 bilhões para todos os meses. Mesmo assim, o resultado de junho é o maior já registrado para o mês desde o início da série histórica, em 1995.

Queda na produção de veículos

Outro fator negativo para a economia brasileira está no setor de automóveis. A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) divulgou hoje (6) um indicativo de queda de 50,5% na produção de veículos no primeiro período de 2020.

O setor vem sendo muito afetado pela pandemia de covid-19 e neste período o total de veículos produzidos foi de 729,5 mil unidades.

Em junho a produção foi 129,1% maior que a de maio e 57,7% menor que a de junho do ano passado. Segundo a Anfavea, esses resultados tornam possível estimar que o ano será encerrado com um total aproximado de 1,63 milhão de unidades.

Esse apontamento considera os tipos de veículos comerciais leves, caminhões e ônibus.

Emplacamentos também caíram

O emplacamentos desses carros também caiu, cerca de 36,13%. De acordo com a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), nos primeiros seis meses deste ano foram emplacados 1.225.663 veículos, entre automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas, implementos rodoviários e outros.

No ano de 2019, em comparação com o mesmo período, o número foi 36,13% menor (1.918.977 unidades).

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