Febre alta, mal-estar, tosse e dor de garganta são alguns dos sintomas do novo coronavírus, mas também podem estar relacionados a um resfriado comum, por isso, o Ministério da Saúde recomenda que, ao sentir esses sintomas, não precisa correr para o atendimento médico, você deve ficar em casa.

Caso os sintomas persistam por mais de 7 dias, mesmo com o uso de analgésicos, repouso e muito líquido, aí sim procure um atendimento médico. Há ainda casos mais graves em que são observados falta de ar, desconforto respiratório e febre alta persistente por mais de 72 horas, nestes casos específicos, a pessoa deve ser encaminhada com urgência a um pronto-atendimento.

Essas orientações foram dadas à população a fim de priorizar o atendimento em postos de saúde para quem tem sintomas mais graves, como dificuldade para respirar, além de servirem como um proteção para você, visto que estará em um ambiente fechado e próximo a possíveis pessoas contaminadas a Covid-19.

Estou Gripado, Como Cuidar da Minha Saúde em Casa?

Para quem está em isolamento social e sentir os sintomas descritos acima, o infectologista chefe do departamento de infectologia da Unesp (Universidade Estadual Paulista) Alexandre Naime Barbosa recomenda repouso e “beber pelo menos de dois a três litros d’água por dia, além de manter uma alimentação saudável. Evite fast-food, que não tem valor nutricional”.

A automedicação só é indicada para os casos de sintomas leves. Neles, você pode usar antitérmicos para baixar a febre, e analgélsicos para dores.

Mesmo encontrando esses medicamentos nas farmácias com facilidade, especialistas acreditam que deve-se evitar o uso de ibuprofeno no combate aos sintomas do novo coronavírus. Isso porque um estudo publicado no Jornal The Lancet em 11 de março publicou um possível agravamento da doença no caso de pacientes infectados com o uso deste remédio. Ainda não existem estudos suficientes para estabelecer uma contra-indicação formal, mas os especialistas acreditam que, tratando-se de automedicação, é melhor evitar o medicamento.

Além disso, manter os cômodos da casa sempre ventilados, realizar limpezas diárias e higienizações com água sanitária servem para manter sua casa livre de contaminações.

Principais Sintomas da COVID-19

Após analisar mais de 55 mil casos de saúde, a OMS (Organização Mundial da Saúde) publicou os seguintes dados:

  • Febre: 88% dos infectados
  • Tosse Seca: 68%
  • Fadiga: 38%
  • Tosse com catarro espesso: 33%
  • Falta de ar: 19%
  • Dor articular: 15%
  • Dor de cabeça: 14%
  • Arrepios: 11%
  • Náusea ou vômito: 5%
  • Nariz entupido: 5%
  • Diarréia: 4%
  • Tosse com sangue: 1%
  • Olhos Inchados: 1%

Como devo me alimentar para melhorar minha imunidade?

Assim como a gripe, o novo coronavírus tende a afetar as pessoas que estão com o sistema imunológico fraco, então, nesse período você precisa se esforçar para fortalecer sua imunidade e da sua família.

A melhor maneira de fortalecer nosso sistema imunológico é ingerindo alimentos saudáveis que vão nos ajudar a combater o possível vírus, mas precisamos tomar cuidado para não acreditar em algumas fake news que estão circulando pela internet dizendo que apenas um tipo de alimento impede a contaminação. Na verdade, é toda uma alimentação balanceada que vai te auxiliar.

“Se o indivíduo se alimentar corretamente, seu sistema imunológico estará competente, independentemente do tipo de infecção”, informa a nutricionista Deise Cristina Caramico, professora do Centro Universitário São Camilo, em São Paulo.

Devemos investir em fontes de todos os nutrientes, porém, aqueles que favorecem os glóbulos brancos (nossa fonte de defesa) nos dão uma força especial, de acordo com Deise. Estes alimentos são:

Proteínas: alimentos de origem animal (carne vermelha e branca, leite, ovos) e leguminosas (feijão, soja, ervilha, grão de bico). “Recomendo comer leguminosas junto com cereais, como arroz e milho, para que um complemente o outro”, ensina Deise.

Zinco: carnes de todos os tipos, principalmente a vermelha, derivados de animais e frutos do mar.

Magnésio: leguminosas, oleaginosas (nozes, amêndoas, castanhas) e verduras folhosas.

Selênio: a principal fonte é a castanha do Pará ou do Brasil.

Vitamina A: está presente em fontes de gordura (queijo, gema do ovo) e em vegetais de coloração alaranjada, como manga, mamão e cenoura.

Vitamina C: o micronutriente mais famoso quando citamos imunidade é ofertado por frutas cítricas (laranja, mexerica, maracujá, limão, abacaxi).

Complexo B: “É composto por várias vitaminas disponíveis em todos os grupos. Então é necessário ingerir um pouco de cada”, raciocina a profissional. Lembrando que a B12 é encontrada apenas naqueles de origem animal. Por isso, os veganos precisam considerar suplementos, com orientação profissional.

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