Relatórios da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde apontam que alguns grupos e faixas da população são mais suscetíveis ou vulneráveis à Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. Destacam-se nesses grupos os idosos, diabéticos, hipertensos, além de quem tem doença respiratória crônica, insuficiência renal crônica e doença cardiovascular.

A seguir, a gente te explica por que estes grupos se enquadram entre os mais vulneráveis. Além disso, acompanhe dicas de como evitar o contágio e o agravamento do estado de saúde.

Por que os idosos estão no grupo de risco?

Os idosos costumam ser mais vulneráveis a doenças infectocontagiosas – e a Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus não fica de fora da lista. Segundo o médico infectologista Caio Rosenthal, uma série de fatores colabora para que esse grupo seja mais afetado que a população em geral. Acompanhe, na sequência, alguns deles:

  • O sistema imunológico dos idosos costuma ser deficiente por causa da idade;
  • Mesmo as vacinas tomadas na juventude já não são tão eficazes, portanto há menos anticorpos no organismo;
  • Os pulmões e mucosas tornam-se mais frágeis e vulneráveis a doenças virais;
  • O idoso costuma engasgar e aspirar mais, inclusive levando mais a mão à boca, aumentando o risco de contágio;
  • Ele também vai a hospitais com mais frequência, ficando mais exposto a micro-organismo.

Quanto aos cuidados a serem tomados pelos idosos, destacam-se:

  • Estar com as vacinas em dia;
  • Controlar possíveis casos de diabetes e de outras enfermidades (como doenças cardíacas, por exemplo);
  • Manter-se fisicamente ativo;
  • Reduzir, apenas quando possível, as idas a hospitais, para evitar contágio.

As outras recomendações, diz o médico, são as mesmas destinadas a outras faixas da população: lavar bem as mãos, afastar-se de pessoas com suspeita de infecção e tentar não levar uma vida sedentária, além de não fumar.

Por que os diabéticos estão no grupo de risco?

Diabéticos estão entre os grupos mais vulneráveis ao novo coronavírus por dois motivos principais: excesso de glicose no sangue e tendência a inflamação, essas duas condições impedem que o sistema imunológico responda adequadamente a infecções por vírus e bactérias. De acordo com especialistas, os principais fatores que explicam a vulnerabilidade são:

  • O excesso de açúcar no sangue dificulta o combate a doenças;
  • O processo de inflamação é mais acentuado nos diabéticos;
  • Por causa do sistema imunológico comprometido de quem tem diabetes, alguns sintomas da infecção por coronavírus demoram a aparecer.

Este grupo de risco deve tomar os seguintes cuidados:

  • Controlar a glicemia (índice de açúcar no sangue);
  • Dieta balanceada e atividade física constante;
  • Tomar vacinas para outras infecções virais e bacterianas.

Por que os hipertensos estão no grupo de risco?

Hipertensos (pessoas com pressão alta) é mais um dos grupos vulneráveis a complicações da doença Covid-19, causada pelo novo coronavírus. Segundo o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Hipertensão, Luiz Bortolotto, e o alergista Marcelo Bossois, uma série de fatores colabora para que esse grupo seja mais afetado que a população em geral. Veja, A seguir, alguns deles:

  • O vírus pode afetar o músculo cardíaco dos pacientes, que já têm o coração sobrecarregado, e causar miocardite (inflamação do miocárdio);
  • Pode gerar necrose pulmonar, com acúmulo de líquido no pulmão;
  • Vírus anula a ação de medicamentos para controle de pressão arterial.

Já os cuidados específicos para os hipertensos são:

  • Estar com a pressão arterial controlada;
  • Estar com as vacinas em dia;
  • Procurar ajuda médica imediatamente após o aparecimento do primeiro sintoma.

Por que quem tem doença respiratória crônica está no grupo de risco?

Pessoas que possuem doenças respiratórias crônicas, como bronquite ou asma, estão entre os grupos mais vulneráveis a complicações do Covid-19, causada pelo novo coronavírus. O fato de ela atingir o sistema respiratório faz com que possam ocorrer mais complicações em quem se encontra neste grupo, segundo o professor de pneumologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Clystenes Soares. Na sequência, alguns motivos:

  • Uma pessoa com essa condição já tem um pulmão mais enfraquecido, do ponto de vista de sua estrutura;
  • Doenças crônicas deixam, por consequência, o sistema imunológico mais enfraquecido;
  • O vírus pode agravar ou até mesmo abrir portas para uma infecção bacteriana secundária.

Quem sofre de doenças respiratórias graves deve tomar os seguintes cuidados:

  • Ter a condição controlada da melhor forma possível;
  • Seguir toda a prescrição médica já passada no acompanhamento da condição;
  • Se preservar ao máximo, não se expor ao contato com pessoas suspeitas de portarem o vírus.

Por que quem tem doenças renais crônicas está no grupo de risco?

Pessoas que têm Doenças Renais Crônicas (DRC) estão entre os grupos mais vulneráveis ao novo coronavírus, por não produzirem hormônios renais e terem baixa imunidade. Segundo o Ministério da Saúde, as DRC são diferentes alterações que afetam tanto a estrutura, quanto a função renal. Alcino Gama, Nefrologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz e especialista em imunologia do transplante renal pela Université Laval, no Canadá, explica que os rins são os órgãos responsáveis pela limpeza do sangue.

“Eles produzem a urina que é o produto em que algumas impurezas são eliminadas”. Gama explica ainda que a DRC é o resultado final de diversos “machucados” aos rins provocados por outras doenças, como a Hipertensão arterial e o diabetes. Segundo médicos especializados na área, os principais fatores que explicam a vulnerabilidade são:

  • Pessoas com insuficiência renal tem uma imunidade mais baixa;
  • Um dos fatores para a vulnerabilidade é que não há produção de hormônios renais, como a eritropoetina, que contribui na formação de glóbulos vermelhos;
  • Pacientes transplantados fazem uso de medicamentos que tornam a imunidade mais baixa.

Veja quais são os cuidados específicos que pessoas com Doença Renal Crônica devem tomar:

  • Evitar hospitais, já que as infecções virais se complicam com infecções bacterianas ou hospitalares;
  • Vacinação a outros tipos de doenças;
  • Em caso de suspeita ou confirmação da Covid-19, não interromper a diálise.

Por que pessoas com doenças cardiovasculares estão no grupo de risco?

Pessoas com doenças cardiovasculares ou cardíacas estão entre os grupos mais vulneráveis a complicações da Covid-19. A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que pacientes com doenças do coração ou nos vasos sanguíneos podem desenvolver mais complicações do que quem está saudável.

De acordo com a médica Ludhmila Abrahão Hajjar, diretora de Ciência, Tecnologia e Inovação da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), e com o médico infectologista Renato Grinbaum, da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), uma série de fatores contribui para que esse grupo seja mais afetado que a população em geral. Veja, abaixo, alguns deles:

  • o paciente com doenças cardiovasculares tem o sistema imunológico debilitado, o que compromete a defesa do organismo frente à infecção;
  • devido à fraqueza desses pacientes, o organismo produz mais secreção na garganta, o que pode espalhar a infecção até o pulmão com mais facilidade;
  • o vírus Sars-Cov-2 pode afetar o músculo cardíaco desses pacientes, que já têm o coração sobrecarregado, e causar miocardite (inflamação do miocárdio).

Quanto aos cuidados a serem tomados:

  • controlar as doenças cardiovasculares, que podem ser insuficiência cardíaca, doença coronária, infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral (AVC), entre outras, com acompanhamento médico e os remédios indicados;
  • estar com as vacinas em dia;
  • procurar ajuda médica imediatamente após o aparecimento dos primeiros sintomas de Covid-19.

Enfim, todos devem se cuidar, visto que estão em contato com pessoas que pertençam a um ou mais grupos citados acima.

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