A guerra de preços do petróleo entre Rússia e Arábia Saudita surtiu em impacto direto para as bolsas do mundo inteiro na segunda-feira (9). O preço do petróleo caiu cerca de 20%, maior queda do índice desde 1991. Na ocasião, a Bolsa de Valores do Brasil (B3) acionou o circuit breaker, mecanismo utilizado pela bolsa para interromper o pregão sempre que ocorrem oscilações muito bruscas e atípicas no mercado de ações. Ao fim do dia, a Bolsa despencou 12,17%, maior queda desde 1998.

O momento de baixas já era sentido devido a outro fator: o temor de uma recessão devido ao aumento dos casos de contaminação por Coronavírus (Covid-19) pelo mundo e seu impacto na economia mundial. As bolsas asiáticas iniciaram a semana em queda e refletiram diretamente no derrubamento de índices mundiais. Na última segunda, a Nikkei de Tóquio caiu 5,07%, a Hong Kong Hang Seng perdeu 4,23% e a Shanghai CSI, 3,01%.

A expectativa já era de uma redução do consumo devido ao pânico geral causado pela propagação do vírus. A redução do consumo e o isolamento de alguns países são as principais consequências desta crise.

Destinos como China, Coreia do Sul, Japão e Itália vêm tendo rotas reduzidos de voos devido ao alto número de casos de pessoas diagnosticadas com a Covid-19. Por consequência, outras nações que não têm casos da doença, optam por restringir a entrada de estrangeiros, casos de países como a Alemanha e a Turquia.

No Brasil:

O ministro da Economia, Paulo Guedes, minimizou a queda da Bolsa e do barril de petróleo. Guedes disse que sua equipe está segura e tranquila para enfrentar a crise e que o Brasil está acelerando enquanto a o resto do mundo desacelera. O ministro disse ainda que as reformas, como a administrativa e a tributária que devem ser enviadas ao Congresso, são a melhor resposta para o impacto econômico causado pelo Coronavírus. 

A empresa brasileira que mais sofreu com essa instabilidade do mercado foi a Petrobras.  Suas ações recuaram aproximadamente 30%, gerando um déficit R$ 91,1 bilhões, o maior dos últimos 34 anos. A queda da Bolsa também derrubou empresas de outros setores da economia.

No setor de alimentos, a Via Varejo sofreu uma queda de 17,1% e a JBS caiu 14,6%. Já no ramo financeiro, a BTG Pactual liderou com queda de 18,1%. Ficaram atrás da Petrobras a CSN com 23,9% e a Gafisa com 20,6%, segundo dados da XP Investimentos. Especialistas acreditam que a retomada deve ser lenta, mas que o Governo não deve interferir. 

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