O PIX está vindo aí. Enquanto o Banco Central (BC) trabalha para colocar o novo sistema de pagamentos instantâneos em funcionamento, bancos e outras instituições do setor financeiro solicitam adesão à plataforma. Entre elas estão fintechs como Nubank, PicPay e PayPal.

Se não houver complicações, o PIX entrará em funcionamento em novembro. As expectativas são altas, afinal, o novo sistema permitirá pagamentos ou transferências de dinheiro praticamente em tempo real, 24 horas por dia, inclusive em finais de semana e feriados.

Como funciona o PIX?

O PIX é um sistema de transferências de dinheiro e pagamentos instantâneos que, quando em funcionamento, permitirá transações 24 horas por dia, inclusive em fins de semana e feriados. É preciso levar em conta, no entanto, que essa não é apenas mais uma mera modalidade de serviço: o PIX promete avanços tão importantes que poderá mudar toda a dinâmica do mercado financeiro no Brasil.

Essa mudança é necessária. O ecossistema bancário brasileiro é um dos mais avançados do mundo, mesmo assim, está limitado a métodos de transferências e pagamentos que já são um tanto arcaicos.

Se já temos tecnologia que permite envio de dinheiro em questão de segundos a partir do celular, por exemplo, não faz sentido uma transação ser concluída depois de horas ou dias. Basta pegarmos o boleto bancário como exemplo: pague um agora usando o seu smartphone, mas o pagamento só será dado como concluído no prazo de um a três dias úteis.

Com o PIX, a mesma transação poderia ser reconhecida na hora, talvez até de modo mais rápido do que o se pagamento tivesse sido feito por cartão de crédito.

Mais detalhes do novo PIX

De acordo com o Banco Central (BC), o PIX será formado por seis características principais. Acompanhe, na sequência:

  • Disponibilidade: as operações poderão ser realizadas 24 horas por dia, inclusive em fins de semana e feriados;
  • Velocidade: o valor enviado chegará ao recebedor praticamente em tempo real (a operação deve levar cerca de 10 segundos para ser concluída);
  • Conveniência: a experiência de uso deve ser intuitiva para o usuário;
  • Segurança: as transações serão baseadas na Rede do Sistema Financeiro Nacional (RSFN) e terão como base tecnologias de proteção atuais;
  • Ambiente aberto: o PIX estará disponível não só para bancos como também para financeiras, fintechs e afins;
  • Multiplicidade de casos de uso: o PIX permitirá transferências de qualquer valor entre pessoas e/ou empresas, pagamentos em estabelecimentos físicos ou virtuais e recolhimentos ao governo federal, em forma de impostos.

Adesão ao novo PIX

Devido a essa praticidade, bancos e instituições financeiras não estão perdendo tempo. O último relatório do Banco Central indica que mais de cem empresas já solicitaram adesão (PDF) ao novo sistema.

Perceba que, além dos grandes bancos como Itaú, Bradesco, Santander, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, há instituições bancárias médias e pequenas, e fintechs na lista. Dentre estas, destacam-se: Nubank (Nu Pagamentos), PicPay, Mercado Pago, PayPal, RecargaPay, Iugu, PagueVeloz, entre outras.

Em circular publicada na última segunda (25), no Diário Oficial da União, o Ministério da Economia e o Banco Central estabelecem as regras para adesão ao PIX. O documento reforça que a instituições cadastradas poderão ter participação direta ou indireta no novo sistema.

Basicamente, a participação direta permite que a instituição faça transações diretamente no Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI), o “motor” do PIX. Bancos de varejo e múltiplos devem, obrigatoriamente, ser participantes diretos. Por sua vez, instituições que tiverem adesão indireta realizam transações no sistema, tendo um participante direto como intermediário.

A lista de adesões divulgada pelo Banco Central mostra quais instituições têm participação direta ou indireta. Nubank e PicPay aparecem como participantes diretos, por exemplo; Já o RecargaPay, como indireto.

Vale destacar que, por ter proposta muito abrangente, o PIX também permitirá transações por meio de QR Code ou aproximação (via NFC ou MST), daí o interesse de instituições tão variadas. Porém, essas modalidades só deverão estar completamente funcionais no sistema em 2021.

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