Se você tem dinheiro guardado em poupança, isso por si só já é um sinal que você tem uma educação financeira melhor que a maioria das pessoas, mas o conhecimento sobre investimentos ainda é muito vago.

Quando se fala em investimento, infelizmente o que ainda vem à mente da maioria dos brasileiros é a poupança. Mas você sabia que ela é o pior tipo de aplicação? O rendimento é muito baixo e, quando a inflação supera o juros da poupança, você passa a perder dinheiro, ao invés de ganhar. Existem outros ativos que podem ser uma boa alternativa.

CDB

O Certificado de Depósito Bancário (CDB) é quando você empresta dinheiro aos bancos. Geralmente tomam como base para remuneração algum tipo de índice de referência de renda fixa, como a taxa do CDI. Como forma de atrair investidores, os bancos, principalmente os pequenos e médios, oferecem rentabilidade acima de 100% do CDI a curto prazo.

Todavia, apesar de oferecer liquidez diária, costumam determinar um período de carência para que esse dinheiro possa ser resgatado e, se quiser tirar o maior proveito do benefício, deve respeitar esse prazo.

Possui a mesma segurança da poupança, já que conta com a garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), mas pode chegar ao dobro da caderneta. Esse tipo de investimento sofre desconto no Imposto de Renda (IR), mas pode ser destinado a qualquer tipo de linha de crédito.

Tesouro Direto

Muito seguro e tem se tornado o favorito de muitos investidores iniciantes, o Tesouro Direto funciona como o CDB, mas ao invés de emprestar para os bancos, o destino é o Governo Federal. Com apenas R$30,00 (valor mínimo) você já pode começar a investir no Tesouro Direto. Existem três tipos de Tesouro Direto:

  • Tesouro Selic: curto prazo, rende a taxa Selic
  • Tesouro IPCA: médio e longo prazo, acompanha a taxa de inflação
  • Tesouro prefixado: conhece o rendimento no ato da compra

Mesmo com a Taxa Selic em queda, o rendimento é bom a curto prazo. Além de tudo, tem desconto de IR e pode ser resgatado a qualquer momento sem tributação de IOF após 30 dias.

LCI e LCA

Também muito semelhante aos CDBs, as Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e do Agronegócio (LCA) são emitidas pelas instituições financeiras que possuem linha de crédito relacionada ao mercado imobiliário e do agronegócio. Como são isentas de IR, a rentabilidade é menor ao dos CDBs. Outras desvantagens são os prazos para resgate, que podem ser superiores a um ou dois anos, e o aporte inicial elevado na maioria das vezes (dezenas de milhares). No entanto, alguns bancos podem aceitar valores menores.

Debêntures

No caso das Debêntures, o empréstimo é feito para empresas constituídas como Sociedade Anônima (S.A.) para fazerem algum investimento ou realizar projetos. Como são ativos de emissão privada, não contam com a garantia do FGC. Desse modo, é extremamente importante verificar a solidez da empresa antes de aplicar. Geralmente os prazos são maiores (2 a 5 anos) e são tributadas no IR, exceto as Incentivas, que são usadas pelo governo para realizar obras de infraestrutura no país – energia, saneamento, extração mineral, construção de rodovias e aeroportos etc.

Fundos de renda fixa

Nesse caso, ocorre aplicação da maior parte em vários tipos de ativos de renda fixa, como títulos de tesouro e CDBs – geralmente 80% – e o restante são aplicados da forma que o gestor definir.

Em outras palavras, não é um produto, mas um serviço, por isso, se atente as taxas que serão cobradas. Além disso, pesquise a empresa gestora, conheça o histórico de performance, saiba a rentabilidade mensal e anual. A rentabilidade desses fundos tentam superar o CDI e são de baixo risco, porém não há cobertura do FGC.

Fundos Multimercado

Negociam vários tipos de ativos, como ações, renda fixa e moedas estrangeiras. Os Fundos Multimercado necessitam de um gestor, o qual vai buscar as melhores oportunidades e fica livre para decidir a melhor estratégia. A rentabilidade está ligada diretamente às decisões do gestor. Lembre-se que quanto maior a rentabilidade, maior o risco. Além disso, é necessário levar em consideração as taxas que são cobradas:

  • Taxa de administração ao fundo: pode chegar a 3% do patrimônio líquido investido
  • Taxas de performance: quando a rentabilidade supera índices de referência, como o CDI

FIIs (Fundos Imobiliários)

Os Fundos de Investimentos Imobiliários (FII) são fundos compostos por investimentos imobiliários. Como são negociados na bolsa de valores, diferente dos investimentos em imóveis através da compra física, a liquidez é alta. Os FII permitem a venda de cotas por um preço maior que aquele que você pagou. Além disso, são isentos de IR e pode receber os rendimentos mensalmente, pois você recebe parte do aluguel dos seus fundos. Existem dois tipos:

  • Papel: compram Certificados Recebíveis Imobiliários (CRI), representam a promessa de um pagamento futuro em dinheiro
  • Tijolo: compram um ou mais imóveis físicos

É um investimento mais arriscado, então não se esqueça de pesquisar bastante antes de comprar qualquer coisa.

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