O novo Coronavírus, nome popular para o recém-descoberto 2019-nCoV, pertence a uma família de vírus descoberta em 1960, sendo responsáveis por causar desde resfriados comuns a doenças mais graves como a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS) e a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS). A nova especificidade do vírus é responsável por causar a doença chamada de Covid-19.

A Covid-19 foi diagnosticada pela primeira vez na China, na cidade de Wuhan, epicentro da pandemia de coronavírus. No mundo todo já foram registradas cerca de 130 mil casos, com 4.571 mortes. A China já registrou mais de 80 mil casos da doença e 3 mil mortes foram confirmadas. O país que mais preocupa pelo crescimento de casos é a Itália, com mais de 12 mil casos.

OMS declara pandemia de Covid-19

Na última quarta-feira (11), a Organização Mundial de Saúde (OMS) mudou o status da Covid-19 para pandemia, declarando ainda que o número de pessoas infectadas, mortas e de países atingidos deve mudar na próxima semana. O órgão declarou ainda que a mudança de status não altera as orientações para a contenção da doença e que cada país deve se esforçar para coibir a circulação do vírus.

Como é a transmissão? 

A transmissão do novo coronavírus é classificada de duas formas: local e comunitária. A transmissão local acontece quando o paciente infectado teve contato direto com o transmissor, uma pessoa próxima que viajou a uma área infectada, por exemplo. Já na transmissão comunitária o paciente não viajou e não teve contato consciente com um hospedeiro do vírus. 

O novo coronavírus pode ser transmitido pelo ar ou por contato pessoal com secreções contaminadas como saliva, espirro, tosse contato direto ou toque em superfície contaminada, levando a mão à boca, nariz ou olhos.

Quais são os grupos de risco do Coronavírus?

Estudos realizados na China mostraram que idosos são as pessoas mais propensas a contrair e sofrer com o vírus, devido ao sistema imunológico fragilizado. O estudo apontou que a idade média dos que contraíram a doença era de 56 anos e 62% destes eram homens. 

Quanto aos óbitos, a maioria das pessoas que não resistiram à doença tinham outro quadro associados: diabetes, doença cardíaca coronária, problemas de coagulação e sinais de sepse.

Como o vírus surgiu e se disseminou pelo mundo?

Ainda não há certeza sobre a fonte primária da pandemia, mas, segundo relatório da OMS, sua origem advém de animais. Estudos realizados em Wuhan, o epicentro da crise, declararam que a epidemia surgiu em um mercado de peixes e animais vivos da cidade, mas não sabem especificamente qual bicho transmitiu o vírus aos humanos.

 A partir da contaminação do chamado “Paciente 0”, o vírus se disseminou pela província de Wuhan, que está sob isolamento desde fevereiro, espalhando-se por diversas cidades da China, até atingir todos os continentes. Hoje a China registra queda do número de casos diários, mas Itália e Irã estão em plena eclosão do novo coronavírus.

Como prevenir? 

Existe uma série de aconselhamentos sobre como se pode evitar o contágio, mas ainda não há vacina ou medicamento capaz de conter o novo coronavírus. As recomendações são quanto aos hábitos respiratórios: tapar o nariz e boca quando espirrar ou tossir, utilizar um lenço de papel ou o braço e nunca as mãos, lavar frequentemente as mãos com água e sabão ou com uma solução a base álcool 70% e evitar contato próximo com doentes com infeções respiratórias.

No Brasil ainda não há orientação para uso de máscaras, mas recomenda-se manter uma distância de no mínimo um metro de outras pessoas, sempre que possível. Outra recomendação importante de virologistas é evitar viagens, principalmente de avião.

Como é o tratamento da Covid-19?

Não existe um tratamento específico para a doença, o que é realizado é um tratamento aos sintomas apresentados pelos pacientes infectados. Assim como quanto a prevenção, antibióticos não são recomendados para combater o vírus e não atestaram eficiência em sua eliminação. 

O coronavírus chegou ao Brasil e agora? 

No dia 25 de fevereiro foi confirmado o primeiro caso de Covid-19 no Brasil, vindo de uma pessoa que esteve na Itália. Hoje (12), o país já registra 78 casos confirmados e mais de 900 suspeitos em todo o território nacional. O Rio de Janeiro tem 13 casos, o Paraná 6, Rio Grande do Sul 4, Pernambuco, Bahia e o Distrito Federal 2, Minas Gerais, Espírito Santo e Alagoas 1. 

Não há nenhuma confirmação de morte pelo coronavírus no Brasil e o Ministério da Sáude trabalha para tentar conter a propagação da doença no país. Nesta quinta-feira (12), o o ministro Luiz Henrique Mandetta anunciou a contratação de cinco mil profissionais para atuarem no programa Mais Médicos, a fim específico de trabalhar na prevenção e contenção da Covid-19. Mandetta chegou a afirmar durante coletiva de imprensa que “vamos (os brasileiros) viver umas 20 semanas duras”, referindo-se à possível propagação do vírus.

As boas notícias sobre o combate ao coronavírus

Apesar de ser um assunto sério e de alta gravidade, nem tudo é motivo de pânico quanto à doença. O primeiro fator positivo é que já se sabe e reconhece, tanto o vírus quanto a doença. Da formalização do registro da doença até a identificação do 2019-nCoV na China levou-se apenas oito dias. Também já se sabe como detectar o novo coronavírus, já que o teste de RT-PCR é utilizado e está disponível em todo o mundo.

O número mais reconfortante é que em 81% dos casos, a Covid-19 não causa sintomas ou tem sintomas leves. A probabilidade de que uma pessoa infectada se cure é 13 vezes maior do que a de que ela vá a óbito. E, por fim, a notícia mais positiva é que existem vacinas e antivirais em desenvolvimento. Na era da ciência, vem sendo desenvolvidos incontáveis estudos sobre medicamentos injetáveis para a prevenção da doença e há mais de 80 ensaios clínicos para a criação de um medicamento que isole e cure o vírus. Apesar da propagação assustadora do novo coronavírus, a tendência é que muito em breve ele seja contido e derrotado.

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