A economia brasileira está atraindo a atenção de investidores estrangeiros. 

Nessa semana o grupo chinês Xuzhou Construction Machinery Group (XCMG) anunciou que pretende abrir um banco no Brasil para financiar o setor de máquinas para infraestrutura.

Consolidados no mercado, o XCMG é o sexto maior grupo mundial do setor de maquinário para infraestrutura e fatura US$ 30 bilhões por ano.

O banco anunciado no Brasil será a primeira instituição financeira no mundo que o grupo investe e, por isso, as expectativas estão altas.

Autorização do Banco Central

Com essa iniciativa, o grupo chinês conseguiu um feito inédito, a autorização do Banco Central.

Garante com isso o título de primeira instituição financeira, com capital 100% estrangeiro, que consegue o visto de funcionamento do BC. 

Way Chien, gerente jurídico da XCMG no Brasil, justifica esse feito chamando a atenção para o diferencial do grupo:

“No Brasil, todos os nossos concorrentes possuem bancos que financiam seus clientes e fornecedores. Por isso, o grupo XCMG decidiu apostar na abertura de um banco para financiar o crescimento da indústria”

Público Alvo

O banco deve atender empresas chinesas, especialmente os fornecedores do grupo.

Mas, devido aos leilões de concessão e privatizações de estatais que irão acontecer nos próximos anos, o XCMG também planeja apostar em novas empresas chinesas que serão atraídas por essas ofertas no Brasil.

É claro que nada disso impede de cuidar de negócios das companhias brasileiras de setores ligados à infraestrutura, como mineração e construção civil, clientes do grupo no Brasil.

Previsões

Estima-se que haverá R$ 100 milhões de capital próprio para financiamentos e o funcionamento está programado para o fim de março.

O banco também quer obter recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), via Finame (Financiamento de Máquinas e Equipamentos) e pretende terminar 2020 com cerca de R$ 400 milhões em empréstimos.

Teremos outras fontes de captação, como CDI e CDBs para pessoas jurídicas. A ideia é consolidar a operação no Brasil e expandir para outros países da América do Sul, como Argentina, Uruguai, Chile, Colômbia, entre outros – disse à equipe do Jornal Globo Roberto Pontes, vice-presidente do banco, que foi recrutado no banco Daycoval.

Além do financiamento de máquinas, o banco oferecerá arrendamento mercantil e investimentos, mas pretende também oferecer capital de giro e atuar no segmento de fusões e aquisições. 

Todos esses quesitos virão acompanhados de uma taxa de juros competitiva, além de produtos de crédito customizado ao cliente.

O presidente global do XCMG, Wang Min, disse que a América do Sul é o quarto maior mercado para o grupo e o Brasil representa 60% do mercado sul-americano. 

Além de expandir o mercado chinês para a América Latina, Min acredita que a instalação desse banco trará benefícios também para nosso país.

Juntamente com ele, o deputado federal, Fausto Pinato (PP-SP), coordenador da frente Parlamentar Brasil-China, disse durante o lançamento do banco, que os bancos brasileiros são os que mais lucram no mundo e saudou a chegada de concorrência.

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