“Corinthians grande, sempre altaneiro. És do Brasil o clube mais brasileiro”. Os versos de Lauro D’Ávila, eternizados no hino do Corinthians, dão a tônica do tamanho do “todo poderoso Timão” no cenário esportivo nacional. Dos maiores clubes do mundo, o alvinegro do Parque São Jorge possui mais de 30 milhões de fiéis torcedores que o carregam pelos quatro cantos do país.

Mas, você sabia que o alvinegro do Parque São Jorge, apesar de ser um dos clubes mais enraizados na cultura popular do Brasil, sendo, inclusive, determinante em um processo de reabertura democrática, teve sua fundação inspirada em um clube do exterior? Não? Então venha conosco que lhe contaremos essa e outras curiosidades.

1. Inspiração Inglesa

Já para matar sua curiosidade, o nome Corinthians é uma homenagem ao Corinthian FC, um clube inglês, amador, que encantou a todos no Brasil quando aqui excursionou, no início do Século XX.

2. Outro Nome

Porém, o nome sofreu grande resistência. Alguns dos fundadores, que eram operários que se reuniam para disputar o esporte bretão (o primeiro presidente era alfaiate), queriam homenagear algum brasileiro de renome. Por pouco, o time não se chamou Carlos Gomes.

3. O Mascote Mosqueteiro

Porém, apesar de ter nome definido, o clube só foi ter um emblema em 1914, quatro anos após sua fundação. Já o mascote, mosqueteiro, veio em 1929, quando uma crônica do jornal “A Gazeta Esportiva” exaltou a garra dos jogadores corintianos no duelo contra o Barracas, da Argentina, que se assemelhavam a dos Três Mosqueteiros, romance de Alexandre Dumas.

4. Mudança de Cores

O preto e o branco estão enraizados no imaginário do futebol brasileiro com o alvinegro do Parque São Jorge. Porém, o primeiro uniforme do Corinthians era creme. A cor só foi abandonada após reclamação dos jogadores de que as camisas desbotavam fácil. A partir desse momento, o branco virou padrão, ganhando shorts pretos na sequência.

5. Primeiras Glórias

Lembra do hino do Laudo D’Ávila? Pois bem, ele não leva os versos “Salve o Corinthians, o Campeão dos Campeões” à toa. A alcunha deve-se à conquista de 1930, quando o Timão, então campeão de São Paulo, bateu o Vasco, vencedor do Estado do Rio de Janeiro, por 3 a 2.

6. Fama de Ladrão

O Corinthians tem vários ídolos em sua história, mas poucos são tão marcantes quanto Neco, principalmente pelo seu temperamento excessivo. O atacante, certa vez, tirou o cinto de seu calção para bater no goleiro do arquirrival, Palestra Itália. Em outra passagem, tentando proteger de penhora o alvinegro, que estava afundado em dívidas, o avançado assaltou a sede social do clube e levou para casa troféus e outros pertences.

7. Primeiro Grande Presidente

Outro ídolo marcante foi um presidente, no caso Vicente Matheus, que dirigiu o clube por 18 anos entre 1959 e 1991. Folclórico e extremamente apaixonado pelo clube, foi o criador de pérolas como “o jogador precisa ser como o pato: um bicho aquático e gramático”, “o Sócrates é invendável e imprestável” e “comigo ou sem migo o Corinthians será campeão”.

8. 12º Jogador

Mas quem realmente faz a diferença é a “Fiel”. A torcida alvinegra é marcante não só por empurrar o timão em casa. Os alvinegros ficaram marcados principalmente por ir em grande número a locais fora de seus domínios. Em 1976, dividiram o Maracanã com torcedores do Fluminense pela semifinal do Brasileiro; já em 2012, mais de 30 mil apaixonados estavam no Japão para a final do Mundial de Clubes da Fifa.

9. O primeiro Campeão do Mundo Fifa

Mundial de Clubes da Fifa, por sinal, também tem um carimbo alvinegro. O Timão foi o primeiro clube a ganhar o torneio organizado pela Fifa. Em 2000, como representante do país-sede, por ser o atual campeão brasileiro, o Corinthians bateu o Vasco, no Maracanã, nos pênaltis, faturando o caneco. O bi veio em terras nipônicas.

10. Parceria com Bancos

Atualmente, o Banco BMG é o principal parceiro econômico do Timão, possuindo, inclusive, uma conta digital própria para os corintianos. Porém, essa não é a primeira parceria do Corinthians com uma instituição financeira. Em 1997/98, o banco Excel foi o parceiro alvinegro, estampando sua marca até a decisão do Brasileiro daquele ano, vencido pelo alvinegro. Entre 2012 e 2017, foi a vez da Caixa Econômica Federal incentivar o time paulista em outro acordo de sucesso.

Deixe seu Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*Os comentários não representam a opinião do portal ou de seu editores! Ao publicar você está concordando com a Política de Privacidade.

*