A necessidade de economizar, juntamente com o desejo de consumir de forma mais consciente têm contribuído para o aumento do mercado de roupas usadas.

Nesse mercado, o nicho que mais se destaca é a venda de roupas e itens para bebês, pois eles crescem rápido e perdem roupas, ao mesmo tempo que as mamães precisam adquirir mais.

Não por acaso, surgiram alguns brechós especializados nesse segmento, como o Arena Baby, fundado por Flávio Thenorio em Santo André. A empresa nasceu em uma sala de 30 metros, e hoje já conta com dez lojas espalhadas por São Paulo.

Segredos do Faturamento

O faturamento mensal da Arena baby é de R$ 40 mil, com a venda de até 4.000 peças, entre roupas, acessórios, brinquedos e equipamentos.

Uma das estratégias utilizadas para aumentar essas vendas é estimular os clientes a trocarem roupas que não servem mais por créditos dentro da própria loja.

“Durante a semana, entram até 200 peças novas em cada unidade, mas o volume dobra nos fins de semana e feriados”, diz Giovanna, que pretende chegar a 147 lojas até 2025.

A analista do Sebrae, Elisângela Doroteu Almeida afirma que o segredo para que o negócio de brechó seja bem sucedido é o ganho em escala, então o empresário sempre deve estar preocupado em divulgar seus produtos, para conseguir ter uma boa rotatividade de peças e gerar lucro para o negócio.

Esse é o plano de negócios da economista gaúcha Michele Zwarg, criadora do brechó virtual Encolheu. Ela criou um perfil no Instagram para vender roupas do próprio filho, em 2018, e se surpreendeu com a procura. Hoje com 11.200 seguidores, a empresária diz vender em média 430 peças por mês.

Boa parte de seus produtos são importados de marcas renomadas, como Gap e Paola da Vinci, com preços variando de R$ 15 a R$ 100.

A empreendedora conta que despacha suas roupas e sapatinhos pelo Correio, depois de higieniza-los e perfumá-los. 

“Meu projeto é ganhar escala lançando um comércio eletrônico em breve”, diz.

Cuidados Antes do E-commerce

Mesmo que o investimento para lançar uma loja online seja menor do que a montagem de um ponto fixo, Elisângela, do Sebrae, lembra que é crucial contabilizar também o custo de manutenção do site e a eventual contratação de ajudantes.

Muitos sites e programadores cobram uma taxa mensal que pode fazer falta para quem está começando. Mas na internet são oferecidas muitas lojas virtuais gratuitas, que o próprio empresário pode montar e gerenciar.

Foi o que o publicitário carioca Alexandre Fischer fez. Iniciou seu negócio lançando o site Ficou Pequeno em 2013. e hoje, reúne 150 mil pessoas que vendem e compram roupas, acessórios e equipamentos.

Cada usuário monta a própria loja, sem custo, coloca seus produtos à venda e se responsabiliza pelo envio. O site cobra 20% de comissão do vendedor, enquanto o comprador arca com o frete.

“Para o consumidor, vale muito a pena adquirir produtos assim, visto que os preços são até 80% mais baixos do que as peças novas.” Afirma o empresário.

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