Isso porque a doença, que teve início na cidade de Wuhan, na China, se propagou rapidamente, atingindo níveis mundiais, em apenas um mês.

Com mais de 10.000 casos mundiais, a OMS (Organização Mundial da Saúde) qualifica a epidemia de “emergência de saúde pública de alcance internacional”, mas considera desnecessário limitar as viagens e o comércio com a China.

Impactos Econômicos de Curto Prazo

Atualmente, a China ocupa o posto de maior importador e de maior vendedor de itens para o Brasil, como aparelhos eletrônicos, pêras, máquinas e roupas.

Os impactos de curto prazo já começaram. Com o avanço da doença, o governo chinês decidiu prolongar o feriado da semana passada do Ano Novo Lunar em três dias.

Durante esse período, as manufaturas ficaram paradas e, consequentemente, o número de produtos finalizados diminuiu. Além disso, a cidade de Wuhan está confinada.

Segundo o economista Ricardo Balistiero, coordenador do curso de Administração do Instituto Mauá de Tecnologia, provavelmente as importações da China sofrerão impacto nos preços.

Isso porque a liberação de produtos em portos e aeroportos provavelmente ficará mais cara.

“Todos os critérios de vigilância vão ser cobrados. Isso pode encarecer as transações ou preço final”, diz.

Já a bolsa de valores, tem sofrido uma queda nas últimas semanas pois os investidores com negócios na China estão optando por comprar moedas fortes e vender ações, especialmente com transações no país asiático.

Parceria Importante

O crescimento da relação comercial entre Brasil e China se expandiu na última década. Levando a China à liderança na compra e venda de produtos no país.

Em 2019, a China foi responsável por 28% das exportações brasileiras – US$ 57,6 bilhões até novembro, enquanto os produtos chineses responderam por 19,8% das importações – US$ 32,6 bilhões até novembro, segundo o Ministério da Economia.

Essa forte relação, pode vir a trazer consequências econômicas para o Brasil a médio e a longo prazo.

A médio prazo, a queda da produção da indústria chinesa pode reduzir a oferta de eletrônicos e outros itens de consumo, pressionando a alta dos preços, devido à escassez dos mesmos.

E não somente de produtos chineses. Atualmente, diversas marcas depositam parte de seus processos de fabricação na China,como a Apple, HP, Dell, Microsoft e Amazon. E estes também podem encarecer, até que a situação se resolva.

Segundo especialistas, esse cenário por ora é apenas especulativo, e poderá se agravar e trazer consequências negativas até mesmo para as exportações brasileiras, caso a epidemia seja duradoura, e as medidas de contenção não se mostrem eficientes.

Essa informação traz um alerta para os consumidores brasileiros, pois o valor de produtos manufaturados provenientes da China provavelmente vai aumentar nos próximos meses.

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