A pandemia do novo coronavírus (Covid-19) forçou a digitalização de muitos processos, espalhados por todo o Brasil. Uma dessas empresas, a Carupi, busca ser a líder no mercado de compra e venda online de automóveis seminovos. A expansão da startup comprova essa demanda: a autotech cresceu oito vezes entre abril e julho deste ano, justamente os meses mais preocupantes da pandemia, quando as pessoas estavam mais reclusas.

A empresa também passou no começo deste ano por uma aceleração na Y Combinator, que inclui uma injeção de capital no valor de US$ 150 mil.

Ainda neste segundo semestre, a Carupi espera crescer três vezes. Uma de suas estratégias é a Carupi-X, uma plataforma para vendas online ainda mais veloz de carros usados.

O que é e como funciona a startup de compra e venda de carros usados?

A Carupi foi criada pelo empresário Diego Fischer em setembro de 2019. Fischer já havia empreendido no setor automotivo antes, como cofundador da Instacarro.com. O empreendedor procura resolver a inconveniência dos classificados e os preços ruins nas atuais soluções convenientes. A Carupi atende quem não quer cuidar de processos como tirar fotos e negociar encontros com interessados em seu veículo seminovo, mas também procura um preço melhor do que aquele oferecido por alguma concessionária.

O aplicativo faz a ligação entre vendedores e compradores. Checa os documentos e o estado do carro, para dar segurança ao comprador. Já para o vendedor, a Carupi oferece a conveniência de fotos profissionais tiradas na casa dele, além de anúncios em diversas plataformas. A startup cuida não só das conversas com interessados, mas também trata de mediar um motorista para levar o carro do vendedor até a casa de compradores, para que eles façam o tradicional test drive. O veículo é assegurado pela Liberty Corretora de Seguros.

O tíquete médio de venda no aplicativo é de R$ 40 mil. Fischer afirma que as vendas na Carupi pagam melhor do que nas concessionárias e se aproximam do valor obtido na venda a particulares. “Nosso público é quem sabe que consegue um preço melhor lidando com classificados por conta própria, mas escolhia até então a concessionária por conveniência e segurança”, diz o fundador da startup. A Carupi se monetiza com uma comissão de R$ 3.500 em caso de venda. A empresa tem hoje um banco recorrente de 200 carros no aplicativo, que entram e saem rapidamente.

Crescimento de oito vezes na pandemia

A Carupi participou da aceleração da Y Combinator entre janeiro e março deste ano. A startup também recebeu como parte do programa um aporte de US$ 150 mil da aceleradora do Vale do Silício, por trás de sucesso de empresas como Airbnb e Rappi.

A Carupi cresceu oito vezes entre abril e julho deste ano, exatamente os meses mais preocupantes da pandemia, quando as pessoas estavam recolhidas em suas casas, de quarentena. “Três comportamentos importantes foram criados nesta crise. Primeiro, a visão do carro como uma necessidade: você não pode ficar sem um veículo em tempos de pandemia, dependendo apenas de transporte público ou compartilhado. Segundo, o cliente procura satisfazer suas necessidades de forma completamente digital. Terceiro, os lojistas começam a perceber que podem fazer vendas sem precisar de sedes físicas. Hoje, conseguem divulgar sua marca e ter uma empresa profissional apenas pela internet”, afirmou Fischer. “O panorama da indústria mudou, e de uma forma que não tem mais volta”, sentencia o empreendedor.

Outlet de carros

Recentemente, a startup lançou a Carupi-X. O “outlet de carros” é uma versão ainda mais rápida da Carupi. O foco está em quem busca vender mais rápido seus carros, em no máximo dois ou três dias. Fischer afirma que os preços continuam mais altos do que os pagos por concessionárias. Os carros passam por perícia e têm garantia de um ano em câmbio e motor.

A Carupi está em cidades como Belo Horizonte, Cubatão, Guarujá, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Santos, São Vicente e São Paulo. No segundo semestre deste ano, a startup busca crescer três vezes. Para isso, expandirá sua equipe de especialistas em vendas autônomas. O time irá de 38 pessoas para 150 até setembro de 2020.

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