O Banco Central (BC) solicitou à Casa da Moeda a produção de R$ 9 bilhões em cédulas, ainda neste mês, para evitar a falta de notas durante o pagamento do auxílio emergencial no valor de R$ 600. De acordo com o BC, as cédulas já seriam impressas no decorrer do ano, mas o processo foi antecipado.

O Brasil estaria enfrentando a ameaça de insuficiência de cédulas de dinheiro, para pagar o auxílio emergencial, a 60 milhões de pessoas que necessitam do benefício.

Segundo informa o Banco Central, vem sendo observado um fenômeno de ‘entesouramento’ desde o início da pandemia, isto é, quando a população e as empresas guardam essas cédulas, o que pode gerar a falta delas em circulação.

Os saques por pessoas e empresas para formação de reservas, diminuição do volume de compras no comércio em geral e porque parcela considerável dos valores pagos em espécie aos beneficiários do auxílio ainda não retornou ao sistema bancário são possíveis consequências.

O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, garantiu que “não vai faltar dinheiro”. “O que está acontecendo é que muitas das pessoas que estão recebendo dinheiro, o papel moeda não está voltando para a economia. Estão colocando no bolso ou em casa”, disse Mansueto. “Começou a haver deficiência, mas o BC vai colocar mais papel moeda no mercado, vai contratar. Muitas pessoas que sacam dinheiro, pessoas de baixa renda, colocam em casa. Em geral, não está voltando para a economia”, finalizou o secretário.

Auxílio emergencial: segunda parcela começa a ser paga na próxima semana

O presidente da Caixa, Pedro Guimarães, anunciou nesta quinta (14) que a segunda parcela do auxílio emergencial de R$ 600 será depositada a partir da próxima segunda (18). Segundo Guimarães, o pagamento será escalonado com base na data de nascimento dos beneficiários. O cronograma exato será divulgado nesta sexta (15), às 15h.

Nesta sexta (15), faz exatos 15 dias que a Caixa não libera novos créditos do auxílio emergencial. O último balanço dos pagamentos divulgado pelo banco, às 12h da terça (13), apontava que haviam sido creditados até então R$ 35,5 bilhões a 50 milhões de brasileiros, mesmos números informados desde 30 de abril.

Primeira parcela atrasada

O presidente da estatal também anunciou que a Caixa pagará, entre sexta (15) e sábado (16), mais um “lote” referente à primeira parcela. Devem ser incluídos, nesse momento, pessoas que tiveram inconsistências no cadastro e, por isso, ainda estavam com o benefício pendente. Pedro Guimarães não informou quantas pessoas serão incluídas nesse pagamento, e nem se haverá novas liberações da primeira parcela do auxílio de R$ 600 nas próximas semanas.

Até esta quinta, mesmo quem já recebeu a primeira parcela sem problemas ainda não tinha a confirmação do cronograma. Apenas os trabalhadores que já são beneficiários do Bolsa Família têm data para receber, já que os pagamentos seguem o calendário do programa. Outros milhões de brasileiros ainda aguardam a concessão do benefício, sem saber se – e quando – vão receber.

Conta digital

O presidente da Caixa também afirmou que o banco vai criar contas digitais para todos os beneficiários do auxílio emergencial. No pagamento da primeira parcela, em abril, a Caixa criou 20 milhões de contas desse tipo, voltadas para quem ainda não tinha conta bancária nem cartão do Cadastro Único do governo federal (CadÚnico), ou seja, não tinha um meio digital para receber os R$ 600.

Os outros 29,7 milhões de beneficiários receberam o dinheiro em contas bancárias que já existiam antes, ou no cartão do Bolsa Família. Agora, segundo Guimarães, mesmo essas pessoas passarão a receber o auxílio em uma conta digital da Caixa.

Assim como o cronograma, os detalhes só serão divulgados na tarde desta sexta (15). “É muito importante, porque você consegue fazer essa movimentação pelo celular. Isso é uma novidade: nós tínhamos 20 milhões de contas e agora, já para a segunda parcela, teremos 50 milhões de contas digitais”, declarou Pedro Guimarães.

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