Já está em vigor o reajuste aplicado pela Petrobras, no preço da gasolina, distribuída nas refinarias da empresa. O aumento foi de 5%, em média. O anúncio foi feito pela companhia, que também divulgou aumento médio de 8% para o diesel, vendido às distribuidoras a partir dessas refinarias.

Essa é a terceira vez que a gasolina tem o preço reajustado em junho. O primeiro foi no dia 1º e o segundo no dia 9. De acordo com a Petrobras, o produto abastece, atualmente, cerca de 60% dos veículos de passeio no Brasil.

Já o diesel tem a primeira alta do mês. O anterior tinha sido no dia 27 de maio. Segundo a estatal brasileira, o consumo de diesel automotivo se restringe basicamente ao setor agrícola e de transporte rodoviário, setores de extrema importância para a economia do país.

Acumulado do ano

Com o aumento de 8%, que representa R$ 0,12 por litro, o preço médio do diesel da Petrobras para as distribuidoras passou a ser de R$ 1,63 por litro. No acumulado do ano, a redução do preço é de 30,2%.

Já em relação à gasolina, o preço médio do combustível da Petrobras para as distribuidoras passou a ser de R$ 1,53 por litro, considerando a alta de 5%, ou R$ 0,07 por litro. No acumulado do ano, o produto tem queda de 20,2% no preço.

Pelos dados da petrolífera, em 2020, a gasolina teve 19 reajustes, sendo sete aumentos e 12 reduções de preços, enquanto o diesel sofreu 14, entre eles três elevações e 11 quedas de preços. “Os combustíveis derivados de petróleo são commodities e têm seus preços atrelados aos mercados internacionais, cujas cotações variam diariamente, para cima e para baixo. Por isso, a variação dos preços nas refinarias e terminais é importante para que possamos competir de forma eficiente no mercado brasileiro”, informa a petroleira.

Petrobras desenvolve nova gasolina que pode compensar

A diretora de refino e gás natural da Petrobras, Anelise Lara, disse que o litro da gasolina tende a ficar mais caro a partir de agosto, com a entrada em vigor das novas especificações do derivado. Segundo ela, no entanto, o aumento do preço do litro deve ser compensado por uma maior eficiência no consumo dos combustíveis pelos carros. “Como praticamos o preço de paridade de importação, ela (gasolina com maior qualidade) será mais cara, se comparada à atual. O preço de paridade vai ser um pouco mais elevado, mas isso vai ser compensado, porque ela será mais eficiente. Em termos finais de custo, acreditamos que será mais positivo [para o consumidor], porque poderá rodar mais com menos”, afirmou Anelise, ao participar de um evento online.

A profissional destacou que as refinarias da Petrobras já estão preparadas para atender a nova regulamentação da qualidade da gasolina, aprovada em janeiro pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).

Diesel verde

A diretora afirmou, ainda, que a viabilidade econômica do diesel renovável, tecnologia patenteada pela empresa que permite produzir o derivado a partir do coprocessamento de petróleo com óleos vegetais nas refinarias, dependerá da regulamentação do novo produto.

A estatal brasileira defende, junto à ANP, que a comercialização do diesel verde, que começará a ser testado na refinaria Repar, em Araucária (PR), a partir de julho, possa gerar créditos de descarbonização (Cbios), instrumento do programa federal RenovaBio para a compensação de emissões de gases de efeito estufa. Cada CBio equivale à redução de emissão de uma tonelada de carbono resultante da substituição do consumo de combustíveis fósseis por renováveis. “Para que eles (diesel verde e bioquerosene de aviação) sejam economicamente viáveis, precisam ser regulamentados. Esse é o ponto mais relevante para a gente seguir com a produção de diesel verde”, afirmou a executiva.

O RenovaBio estabelece metas de emissões para cada distribuidora de combustível, que deve adquirir os CBios dos produtores de combustíveis renováveis.

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