Nós sabemos que precisamos ter um orçamento doméstico, isso é fato. Porém, na hora de colocar em prática o que planejamos, nem sempre o dinheiro vai para onde  desejamos, e vai aparecendo uma emergência aqui, uma festa acolá…Quando olhamos para a conta bancária, ela está zerada e nem sabemos para onde o dinheiro foi.

Mas, você já parou para refletir o que exatamente está atrapalhando suas finanças? Para te ajudar, separamos 10 coisas que atrapalham seu controle financeiro pessoal e te fazem sair dos trilhos provavelmente todos os meses.

Leia abaixo e comente se você se identifica com algum desses tópicos.

1 – Não Negociar Suas Dívidas

Você sabe o que são juros compostos?  É quando você deixa de pagar alguma conta e esta vem cobrando juros sobre a dívida após o vencimento. No segundo dia, já são cobrados juros sobre a dívida + os juros do primeiro dia, e assim por diante.

É isso que acontece com sua dívida quando você não paga. A cada dia que passa, o montante vai ficando maior, além de sujar seu nome e trazer várias desvantagens para sua vida financeira.

Por isso, a primeira coisa que atrapalha a maneira como você lida com o dinheiro é uma dívida não quitada. 

Para evitar toda essa situação, é de extrema prioridade que você procure negociar suas dívidas com o credor, buscando uma boa solução de pagamento e resolva o quanto antes essa pendência. 

Ah, mais uma dica: evite gastar mais do que 30% da sua receita mensal para pagar dívidas, ou você corre o risco de passar um sufoco financeiro e acabar colecionando mais débitos. 

Se você estiver nessa situação, o melhor a se fazer é fazer renda extra todos os meses, para conseguir se livrar das dívidas mais rapidamente.

2 – Não Saber Sua Renda

Outra coisa que pode parecer óbvia, mas não é: se você não souber detalhadamente quanto ganha, não pode planejar o quanto gasta, simples assim.

Para organizar seu dinheiro, a melhor estratégia é contar com o seu salário líquido. Sabe aquele dinheiro que é depositado na sua conta após os descontos do INSS, plano de saúde, refeição e alimentação? Pois bem, esse mesmo.

Pedimos para que este seja sua referência, pois ele é de fato o que você pode contar para realizar seus compromissos financeiros. 

Além do salário, toda renda extra que fizer também deve ser contabilizada. Mas, cuidado. Muitos trabalhos que te dão uma renda extra não têm um valor fixo mensal. Então, evite contar com esse dinheiro no início do mês para pagar os boletos, por exemplo. Deixe que seus rendimentos sejam adicionais no orçamento.

3 – Não Ter Um Objetivo Para Seu Dinheiro

Se para você controlar as finanças é um hábito chato e entediante, procure estipular metas financeiras para sua vida. Assim, você se sentirá mais motivado.

Quando criamos uma lista de desejos, fica mais fácil estabelecer prioridades e evitamos cair na armadilha de economizar apenas o que sobrou no mês.

Seja a compra de uma roupa nova ou a viagem dos sonhos, não importa. Quando temos objetivo para o nosso dinheiro, a chance dele “extraviar” sendo gasto com coisas supérfluas é menor. 

Experimente colocar objetivo no valor que você ganha para ver se vai economizar mais.

4 – Imediatismo

Quem sempre cede à tentação de comprar sem pensar, além de estourar o orçamento, corre o risco de fazer uma aquisição desnecessária, que não vai agregar valor nenhum, como peças de roupas parecidas com as que já tem no armário ou equipamentos eletrônicos que quase não serão usados.

A falsa sensação de que você precisa de ter tudo agora pode te deixar em maus lençóis. O correto é estabelecer um objetivo, como comentamos, e poupar até que o valor estipulado esteja disponível.

Dessa forma, você pode adquirir o que deseja e pagando da maneira que os lojistas mais gostam, à vista. Por ter o dinheiro em mãos, além de evitar dívidas, é possível solicitar um desconto e economizar ainda mais.

Se o sonho for muito grande, é aconselhado que espere até guardar pelo menos 50%, dar esse valor de entrada e se comprometer com parcelas que cabem no seu bolso sem asfixiar seu orçamento.

5 – Não Acompanhar Seus Gastos

Mesmo para quem se planeja no início do mês, é mais comum do que se imagina chegar no fim sem saber pra onde realmente foi o seu dinheiro.

Por isso, o hábito de anotar seus gastos pode fazer toda a diferença. Quando você registra até a bala que comprou, é possível visualizar para onde está indo seu dinheiro e priorizar o que é mais necessário ou o que te traz mais alegria.

Uma sugestão da nossa equipe é: crie uma planilha de gastos e tenha o hábito de registrar tudo que você gasta diariamente.

Se você não gosta ou não tem facilidade com planilhas, baixe um aplicativo específico para isso, ou separe um caderno para anotar tudo relacionado às suas finanças, só não deixe de criar esse hábito na sua vida.

6 – Não Ter Limites de Gastos

As metas são essenciais para a organização das suas finanças e, assim como é importante criar metas de necessidades, estabelecer limite para gastos também faz toda a diferença.

Por exemplo: ao ir no supermercado, se você faz uma compra sem limites, muitas vezes acaba comprando o que não precisa ou até mesmo alimentos que já tem na sua despensa. Mas, ao fazer compras com um limite pré-estabelecido, certamente será mais assertivo na hora de fazer suas escolhas e levar os produtos pra casa.

Esse princípio deve ser usado para todas as esferas da sua vida financeira, e muitos recomendam a regra do 50-15-35 pra isso.

Essa regra é muito simples: basta dividir suas despesas em três grandes categorias e separar para cada uma delas uma parcela da sua renda: 50% para gastos essenciais, 15% para prioridades financeiras e 35% para despesas relacionadas ao estilo de vida.

Ao fazer isso, você está colocando um limite no que você pode gastar e evitando que suas despesas sejam maiores do que planejou.

7 – Focar Em Guardar Um Valor Fixo Todo Mês

Assim como as despesas, é recomendado que o valor a ser guardado seja uma porcentagem do tanto que você ganha.

O problema é que muita gente foca em guardar um valor fixo mensalmente, mas se esquece que, às vezes, o salário pode vir diferente. 

Não faz sentido guardar o mesmo tanto em dezembro, por exemplo, que recebe o 13º, como em um mês posterior às férias, quando sua receita é proporcional aos dias trabalhados no mês anterior.

Se a sua meta é guardar 20% do que você ganha, por exemplo, você tem mais chances de cumpri-la do que um valor fixo, mesmo que sua renda mensal varie de um mês para o outro.

8 – Usar o Cheque Especial Como Parte do Orçamento

Esse hábito certamente prejudica suas finanças. Você percebe que usar o cheque especial vai contra todos os princípios da organização financeira? Usar um dinheiro que você ainda não tem como parte do orçamento e ainda pagar juros altíssimos por ele? 

Infelizmente, muitas pessoas confundem o valor que têm no fim do mês graças ao famoso cheque especial.

Você sabe como ele funciona? É basicamente um empréstimo pré-aprovado que está disponível para você a qualquer hora. Como é na sua própria conta bancária, seu acesso é muito fácil e rápido. No entanto, seus juros compostos estão entre os mais caros do mercado.

Por causa disso, hoje mais de 17% dos brasileiros recorrem ao uso do cheque especial. Para completar, mais da metade deles usam todos os meses, segundo uma pesquisa da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDJ).

Por isso é sempre bom lembrar: o cheque especial não faz parte do meu orçamento. Se precisar de dinheiro para alguma emergência, deve usar a reserva de emergência, que explicaremos a seguir.

9 – Não Ter Uma Reserva de Emergência

É provável que em alguma época da sua vida você vá precisar de um dinheiro urgente. 

Seja para comprar remédios ou até mesmo para consertar o carro, é recomendado que você tenha um dinheiro guardado para que, quando chegar esse dia, não precise usar o cheque especial ou pegar um empréstimo.

Ter uma reserva demanda tempo, mas é importante para te dar uma segurança financeira. Por isso, sugerimos que você separe uma quantia mensalmente para sua reserva de emergência. 

Seja em contas poupanças, Tesouro Direto, não importa onde vai guardar o dinheiro, mas ele deve estar disponível para saque rápido, caso necessite.

O valor aconselhado é de, no mínimo, três meses do seu salário nessa reserva, para cobrir eventuais contratempos. Após preservar esse dinheiro, o ideal é continuar guardando a quantia estipulada e aplicá-la em investimentos de seu interesse.

10 – Deixar Seu Dinheiro Parado

Esqueça o famoso cofrinho. Não deixe seu dinheiro na conta corrente tradicional. 

Te alertamos sobre esse hábito porque o dinheiro parado tende a desvalorizar com o tempo. Isso quer dizer que, durante a mudança de cenário no país, daqui a alguns meses ou anos, seu dinheiro provavelmente não vai valer tanto quanto hoje.

Vamos te dar um exemplo: você guardou R$ 100 há 10 anos. Naquela época, com esse dinheiro era possível fazer uma compra no supermercado, não é mesmo? E atualmente, o que você consegue comprar com tal quantia?

Certamente a quantidade de itens e qualidade dos mesmos não permanecem as mesmas, por isso não é aconselhado que se guarde dinheiro sem investi-lo.

Mas, se eu for usar meu dinheiro mais pro final do mês, onde coloco? 

Enquanto o dinheiro fica na conta esperando para ser usado, escolha bancos que te trazem alguma rentabilidade ao deixar seus recursos neles.

No mais, se você conseguir economizar alguma quantia, faça-a render ao longo dos anos. Invista em renda fixa, variável, ou até mesmo em empreendimentos, mas não guarde em algum lugar que não vai te trazer rentabilidade.

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