Apesar do dinheiro andar curto no bolso do trabalhador brasileiro – e uma grande fatia da população estar desempregada – alguns dos serviços essenciais para se manter uma vida adequada deverão sofrer reajustes para o próximo ano.

Isso porque em 2020, houve ainda uma tentativa de congelamento de preços para auxiliar as famílias brasileiras a superarem o período de pandemia.

Além disso, ainda tivemos um ano eleitoral, geralmente marcado pela manutenção de tarifas de transporte público, por exemplo, visando ao pleito eleitoral.

No ano seguinte, a ‘facada’ é conhecida. Separamos alguns desses serviços que podem sofrer algum tipo de reajuste no ano que vem. 

Os Planos de Saúde Vão Aumentar em 2021?

Entre setembro e novembro deste ano, clientes das operadoras de plano de saúde viram a Agência Nacional de Saúde (ANS) suspender a cobrança do reajuste anual e por faixa etária.

A motivação, evidentemente, foi a pandemia do novo coronavírus e os impactos na economia e também nos vencimentos dos trabalhadores e faturamento de empresas.

A estimativa é que 25,5 milhões de usuários foram beneficiados diretamente pela medida.

Mas em 2021, a cobrança será executada, podendo ser diluída em até 12 meses.

O reajuste deverá ser explicado aos clientes a partir de janeiro e pode chegar a 9,26% dependendo da categoria e da operadora do beneficiário.

Há também o risco de novos reajustes devido aos custos que podem ser alegados devido à pandemia do novo coronavírus. 

As Passagens do Transporte Público Vão Aumentar em 2021? 

Como já foi descrito nesse artigo, o ano eleitoral influencia diretamente na amortização das tarifas do transporte público, como ônibus e metrô.

Mas em 2021, essa situação deverá ser revista. A pandemia do novo coronavírus afetou diretamente o setor, que se viu também prejudicada com a diminuição da procura e até mesmo das frotas devido ao período de lockdown.

A informação mais recente era de que o setor de ônibus urbanos calcula um prejuízo acumulado de R$ 7,18 bilhões até outubro.

A NTU (Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos) registrou até o mesmo período a perda de mais de seis mil postos de trabalho, além da interrupção de operações por parte de 13 operadores, seja de forma temporária ou permanente.

Toda essa conta, com certeza, será repassada aos prefeitos e para reaver parte das perdas, as tarifas deverão, sim, sofrer reajustes. 

A Conta de Luz Vai Aumentar em 2021? 

A bandeira vermelha já está valendo desde o início deste mês de dezembro, o que deixa naturalmente o valor das contas mais alta. O cálculo é de R$ 6,243 para cada 100 quilowatts-hora consumidos. Uma reação em cadeia.

A bandeira tarifária vermelha deve levar o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo, que calcula a inflação no país) de dezembro para mais de 1%, fechando o ano acima da meta de 4%. O cenário de elevação pode fazer com que o Banco Central antecipe alta de juros em 2021.

A Gasolina Vai Aumentar em 2021? 

Uma coisa é certa. Queda no preço não deverá ter de forma substancial.

A não ser que uma crise mundial irrompa em mercados direcionados ao petróleo. Há de se lembrar que a flexibilização trouxe de volta uma grande quantidade de pessoas para as ruas, o que também aumenta a procura por combustível. 

O Gás de Cozinha Vai Aumentar em 2021? 

O consumidor já pode sentir no bolso o aumento deste valor ainda em 2020. Na semana passada, a Petrobrás aumentou em 5% o valor do gás de cozinha.

Agora, cada botijão de 13 quilos que sai das refinarias é taxado com um valor de R$ 33,89. Essa elevação, com certeza, é sentida no bolso do consumidor. Em 2020, a alta acumulada no preço do gás de cozinha foi de 21,9%. 

O Preço da Cesta Básica Vai Subir em 2021? 

O acumulado de 2020 mostra que itens básicos da alimentação do brasileiro, como arroz, feijão, derivados de leite e outros produtos, sofreram variações de 20% a 80%.

Algumas capitais brasileiras mostram ainda que o preço médio da cesta básica subiu 30%. A alimentação é uma área da economia que impacta diretamente na renda das pessoas mais carentes do país. E a preocupação é grande com a retirada do auxílio emergencial para o próximo ano.

Não há ainda nenhum projeto concreto do governo federal para tentar conter a arrancada dos preços de produtos essenciais no Brasil. O cenário de 2021 segue marcado por incertezas. 

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