O governo federal, através da Câmara de Comércio Exterior (Camex), vinculada ao Ministério da Economia, decidiu, nesta quarta-feira (9), zerar a alíquota do imposto de importação para o arroz. A medida foi tomada para conter a astronômica do arroz, que chegou a custar até R$ 40 o saco de 5kg. A isenção tarifária valerá até 31 de dezembro deste ano.

A redução está restrita à cota de 400 mil toneladas, incidente arroz com casca não parboilizado e arroz semibranqueado ou branqueado, não parboilizado, de acordo com a Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM). Até então, a Tarifa Externa Comum (TEC) incidente sobre o produto era de 12%, para o arroz beneficiado, e 10% para o arroz em casca.

O governo busca o aumento astronômico no preço do arroz ao longo dos últimos meses. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Universidade de São Paulo (Cepea/USP), o preço do cereal subiu mais de 107% nos últimos 12 meses, com o valor da saca de 50 kg próximo de R$ 100.

Segundo técnicos do Ministério da Agricultura, os motivos para a alta são uma combinação da valorização do dólar frente ao real, o aumento da exportação e a queda na safra. Em alguns supermercados, o produto, que custava cerca de R$ 15, no pacote de 5 kg, está sendo vendido por até R$ 40.

Por que o arroz está tão caro?

Segundo economistas ouvidos pela Plusdin, os dois principais fatores que explicam a alta do arroz são a alta do dólar e o auxílio emergencial.

Com a moeda norte-americana em alta, produtores preferem exportar seus alimentos, o que diminui a oferta para o mercado interno. Além disso, o custo de produção da agropecuária ficou mais alto, já que boa parte dos insumos é cotada na moeda estadunidense. Assim, a saca de arroz foi encarecida nos últimos 12 meses, com o preço crescendo quase 107%.

Já em relação ao benefício, como é direcionado à população mais pobre do país, houve aumento do consumo. Com isso, houve cada vez mais escassez de arroz no mercado.

Ou seja, na prática, para que as empresas brasileiras consigam manter os alimentos aqui, é necessário pagar mais, e este valor acaba sendo entregue ao consumidor final.

Recomendados para Você
Deixe seu Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*Os comentários não representam a opinião do portal ou de seu editores! Ao publicar você está concordando com a Política de Privacidade.

*