Imagine que você tenha entre 30 e 40 anos (mas pode ser qualquer outra idade, em qualquer outro momento da vida) e pense numa situação em que já tenha um bom dinheiro em caixa, patrimônios como carro e casa completamente quitados, viagens feitas e outras tantas agendadas para os mais variados destinos.

Pense ainda que você tem a capacidade de escolher, viver, fazer doações sem que isso comprometa o orçamento ou a sua qualidade de vida. Imaginou? Isso é um gostinho daquilo que chamamos de independência financeira.

O termo vem sendo bastante difundido no Brasil e no mundo, muito por conta do surgimento da internet e, por conseguinte, por especialistas em finanças, cujo trabalho é ensinar e dar dicas para que cada pessoa, com seu perfil, alcance sua liberdade do ponto de vista das finanças.

A ideia desta referida liberdade pode ter suas raízes pensadas no conceito do “Sonho Americano” (American Dream). Um conceito que nasceu nos Estados Unidos e que é amplamente difundido e perpetuado pelo tempo – boa parte dos americanos sabe o que quer dizer, aprovam e apoiam. De certo modo, quando muitos imigrantes tentam a vida nos Estados Unidos, também se cercam desta esperança ter uma vida ideal, com riquezas e prosperidades, sem preocupações com contas a pagar.

A ideia tem sua origem na Declaração da Independência dos Estados Unidos dizendo que “todos os homens são iguais”, com direito à vida, liberdade, propriedade e ainda a busca pela felicidade. Ademais, a busca do chamado “Sonho Americano” criada por James Truslow Adam, por volta de 1930, traz o entendimento de que “a vida deveria ser melhor e mais rica e mais completa para todos, com oportunidades para todos baseados em suas habilidades, ou conquistas”, seja qual for sua classe social ou contexto de nascimento e vida.

Chegar ao ápice do sonho americano ou ao deleite da independência financeira é, evidentemente, o sonho e qualquer pessoa. Enquanto a teoria da ideia é incrivelmente inspiradora, a prática de todo o processo pode ser um tanto mais trabalhosa. Mas existe um caminho e é sobre ele que falaremos a seguir:

1. Localize em que fase da vida financeira/profissional que você está inserido

Este esquema não é regra, mas traçamos um perfil de vida para exemplificar. Ao longo da vida, o indivíduo pode se encontrar em diversos estágios financeiros. Se jovem, a dependência da família é presente. Gastos com estudos, vestes, transporte e entretenimento, de uma maneira geral, são custeados pelos pais ou responsáveis.

Passada esta fase, inicia-se a jornada da fase profissional, onde já existe uma renda mensal que pode ser usada para despesas pessoais e o início da construção de uma reserva de emergência. Mas aí você pode se perguntar: “e se o primeiro salário não for um valor muito bom?”. A resposta está em “seja consciente com seus gastos e já pense na ideia de guardar uma porcentagem dos seus proventos, independentemente do quanto você ganha.”

Em seguida, já tendo um certo tempo de trabalho, a pessoa pode estar adorando sua atuação (e aí vale a pena investir na carreira e apostar em promoções eu recolocações mais avançadas).

Pode também encontrar ausência de identificação com o trabalho/ atuação do momento (vale a pena, neste caso, pesquisar outras atividades que sejam mais rentáveis e com mais afinidade). Há ainda quem esteja empreendendo e aposte no desenvolvimento de suas atividades, entregas de prestações serviços e produtos.

O momento também pode ser aquele de consolidação profissional, ganhos financeiros a ponto de arcar com todos os custos da vida (e quem sabe, da família), investimentos rodando, patrimônio consolidado, enfim, o cenário mais próximo da tal liberdade financeira, como já mencionamos anteriormente.

2. Faça sua Reserva de Emergência

Reserva de Emergência é aquela quantia de dinheiro que a pessoa consegue juntar e que deve ser usado em caso de… emergência. O objetivo desta ação é obter um recurso em caso de necessidade (perda de emprego, outras fontes de renda e demais situações inesperadas).

O raciocínio é o seguinte: esta reserva deve corresponder ao período de gasto de 6 a 12 meses de despesas essenciais de uma pessoa num cenário em que ela vai vai receber nenhuma quantia de nenhuma origem. Se o seu gasto essencial (aluguel, condomínio, energia, internet, mensalidades escolares, mercado) em um mês é de R$ 2 mil, sua reserva deve ser entre R$ 12 mil e R$ 24 mil.

3. Crie um teto de gastos variáveis

A ideia deste tópico é destacar a verdadeira importância da construção de um teto de gastos. Na prática, você precisa ter mensurado em algum lugar (pode ser um caderno ou uma planilha) quais são dados de seus gastos variáveis.

Entram aqui gastos com supermercado, cabeleireiro, manicure, despesas com restaurantes, cinema, cartão de crédito e demais itens que você sabe que tem mas que, em caso de necessidade, consegue eliminar.

Então, faça uma análise minuciosa e crítica de tudo aquilo que você gasta, estipule um valor a ser gasto por mês e siga à risca o valor que você mesmo determinou.

4. Aprenda sobre investimentos e entenda como ele pode trazer retorno a você

Estude, estude, estude! Encontre fontes de aprendizado sobre o assunto. Hoje em dias existem diversos sites destinados para este tipo de assunto. Bancos e fintechs também disponibilizam materiais gratuitos variados sobre finanças. Há dicas de investimentos (que podem ser ligados à bolsa ou fundos de investimentos, por exemplo) que podem ser úteis quando chegar o momento de você investir ainda mais o seu dinheiro.

5. Tenha noção do tempo: passado, presente e futuro

Quando olhar para o que passou faça uma avaliação sobre seus acertos e erros financeiros. Em tempo presente tenha atenção e controle sobre a ida e a vinda do seu dinheiro.

Já sobre o tempo futuro, tenha em mente (e aplique as sugestões de gestão financeira inseridas neste texto) para que muito em breve você tenha uma renda que seja capaz de manter a sua vida de maneira tranquila e, finalmente, você alcance a tão desejada liberdade financeira.

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