Menor Diferencial de Juros Não Deve Desvalorizar o Real, Avaliam Economistas

No dia 31 de julho, quarta feira, os economistas ficaram na maior expectativa para o corte de juros. A baixa de diferencial do juros causa uma pressão para a desvalorização do real (moeda brasileira) devido à diminuição do prêmio para que o investidor de fora coloque recursos no Brasil.

Entenda os números

Atualmente, a taxa Selic está em 6,5 ao ano, enquanto a taxa dos EUA fica entre 2,25% e 2,50%. A aposta no dia 31 pelo Comitê de Política Monetária foi que os cortes seriam de 25 a 50 pontos-base e a Selic terminando o ano de 2019 com 5,5%, resumindo em uma redução de 1 ponto ao fim do processo.
Nos Estados Unidos, o mercado fez a aposta de corte de 25 pontos-base e precifica mais 1 ou 2 cortes de mesmo tamanho até o fim do ano. Assim, finalizando a década da economia com um corte total entre 50 e 75 pontos-base.

Opiniões dos economistas

Para economista Rafael Cardoso, não há pressão altista para o câmbio até o fim do ano e aposta no dólar a R$3,65 até o fim do ano. Além disso, ele destaca alguns outros fatores que devem contribuir com o menor diferencial de juros. “O Fed vai, além da queda de juros, encerrar o programa de redução do balanço”, afirma Rafael, sobre o fim da reversão dos estímulos que foram criados durante a crise financeira do ano de 2008.

Outra opinião, é do economista da 4E consultoria, Bruno Lavieri, que já enxerga o real tendo uma trajetória de desvalorização nesse resto de ano e para ele não tem a ver com a queda do diferencial de juros. “A aprovação da reforma da Previdência virá com um texto final mais diluído” diz ele.
Bruno conta também que prevê uma economia fiscal em 10 anos menor que os R$900bi que foram aprovados no primeiro turno no plenário da Câmara dos deputados. E para ele, o câmbio até o final do ano chegará a R$4,00.
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