Dados importantes foram divulgados nesta segunda-feira (24) por instituições econômicas do Brasil, sobre o atual momento e sobre a expectativa das contas do país em 2020.

Os números referem-se a um importante setor brasileiro: o de imóveis, que vem sofrendo quedas consideráveis de acordo com o ano passado. Porém, boas notícias sobre o índice de confiança do consumidor, que subiu em agosto e se igualou ao patamar de março, antes da pandemia causar severos impactos no país.

Esses resultados ajudaram na expectativa do mercado financeiro para 2020, que também é mais positiva neste momento, quando o Brasil ainda luta contra a crise de Covid-19. Confira mais detalhes sobre essas informações abaixo.

Vendas de imóveis caem 2,2% no primeiro semestre

O Estudo dos Indicadores Imobiliários Nacionais do segundo trimestre de 2020 foi divulgado nesta segunda-feira (24) pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai Nacional).

Segundo os dados do estudo, os valores de imóveis residenciais lançados sofreram queda de 43,9% nos primeiros seis meses de 2020, enquanto as vendas reduziram em 2,2%. A comparação é feita com o mesmo período do ano passado, ou seja, de janeiro a junho em ambos os anos.

A CBIC avaliou que a pandemia, suas incertezas e complicações causaram uma interrupção no crescimento do setor, o que vinha acontecendo desde janeiro de 2018. Entretanto, para a CBIC, os impactos foram menores do que o estimado.

Sendo assim, as vendas tiveram uma queda leve de acordo com o previsto e ainda houve grande diminuição no número de lançamentos por causa de todos os adiamentos que ocorreram em função da pandemia.

Confiança do consumidor sobe em agosto

Agora uma boa notícia: o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) subiu no mês de agosto. O número saltou de 78,8 em julho para 80,2 em agosto, ou seja, aumento de 1,4 ponto. O índice é considerado em uma escala de zero a 200 pontos.

O resultado de agosto tem um teor ainda mais positivo, já que coloca o ICC no mesmo nível do mês de março, quando os efeitos da pandemia atingiram integralmente a economia brasileira.

Considerando as médias móveis trimestrais, o resultado também foi de alta e ainda maior, em um valor de 6,0 pontos. Esses dados foram divulgados hoje pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

Previsões do mercado financeiro: PIB, inflação, Selic e dólar

Outra notícia boa é que o mercado financeiro alterou a previsão de queda da economia brasileira para 2020. Estimada em 5,52%, foi reduzida para 5,46% de acordo com os últimos números.

É a oitava semana consecutiva em que o mercado reduz a previsão de queda e de recudo do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. O mercado também está otimista para 2021, com previsão de crescimento de 3,50%. Já nos anos de 2022 e 2023, o mercado financeiro acredita que o PIB subirá a 2,50%.

A meta da inflação para fechar 2020 é de 4%, com limite percentual de 1,5% (ou seja, entre 2,5% e 5,5%). Já a Selic tende a se permanecer estável, com 2% ao final de 2020, segundo as estimativas.

Previsão “otimista” também para o dólar, hoje a R$ 5,60, deve chegar a R$ 5,20 no final do ano, índice muito parecido com o que esteve no final do mês de julho, mas que disparou em agosto.

 

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