Ter coragem para empreender exige planejamento, foco e obstinação diante das muitas negativas que se encontra durante a formação da empresa. Com a pandemia do novo coronavírus (Covid-19), e a necessidade do isolamento, muitos brasileiros foram desligados dos seus trabalhos e o empreendedorismo, por necessidade, cresceu.

Além dessa fatia da população desempregada, muitos indivíduos perceberam que poderiam empreender mantendo o atual trabalho. Afinal, com o isolamento o home office fez parte da vida de milhares de brasileiros. Sem o tempo de deslocamento até o trabalho, se ganha tempo para definir outras metas e tirar do papel o tão sonhado negócio próprio.

Você pensa em ser um Microempreendedor Individual (MEI)? Quer saber mais sobre o assunto? Continue por aqui! Na sequência, a gente te traz cinco dicas valiosas para você empreender e encontrar um novo rumo, neste período de pandemia! Acompanhe conosco!

Enfim, como empreender e tornar o negócio rentável no meio da pandemia?

O primeiro passo a ser dado é ter conhecimento para montar o plano de negócio. “Aqui em Vila Velha (ES), ensinei aos alunos de administração a como pagar a própria mensalidade do curso com o conteúdo aprendido. Durante a pandemia, duas estudantes, Roseli e Miriam, criaram o próprio negócio. Um salão de beleza especializado em alongamento de cílios e um negócio de comida saudável. Ambos negócios criados a partir do plano de negócio que aprenderam no curso”, explica o Instrutor do CEBRAC (Centro Brasileiro de Cursos), Weber Fontana.

Assim como as estudantes do curso de Assistente Administrativo do CEBRAC criaram negócios ligados a serviços neste período de pandemia, entre 31 de março e 15 de Agosto foram feitos 784,3 mil registros no Simples Nacional.

Entre esses novos negócios, a maioria foram MEIs (Microempreendedores Individuais), com 684 mil registros (quase 43 mil a mais do que ano passado). “A categoria de MEI se torna interessante porque a tributação é baixa, o empreendedor não precisa de uma sede fixa para a empresa (pode ser na sua própria residência) e o cadastro é rápido e feito online por meio do portal do empreendedor”, explica Jefferson Vendrametto, Diretor do CEBRAC.

Além do plano de negócio, Jefferson Vendrametto, Diretor da rede CEBRAC e especialista em carreiras, lista cinco dicas para montar o seu próprio negócio na pandemia. Acompanhe, na sequência:

1. Domine os conhecimentos necessários para o funcionamento de uma microempresa

Isso é, se você nunca fez um curso de gestão de administração e /ou vendas opte por fazê-los para criar com assertividade o seu plano de negócio. Pode ser um curso rápido. Aprendendo as noções básicas de administração você terá uma visão geral se empreender encaixa mesmo em seu perfil. No CEBRAC, o curso de Assistente Administrativo é ofertado em 90 unidades, no Brasil todo. É ensinado técnicas de marketing, desenvolvimento pessoal e contábil.

2. Pesquise se o serviço/produto que você vai oferecer se enquadra no MEI

O MEI disponibiliza 466 atividades permitidas, todas listadas no site do portal do empreendedor. No momento que você emite a Nota Fiscal para o seu cliente, precisará mencionar a categoria do serviço. Cada Microempreendedor individual pode ter até 16 atividades diferentes cadastradas em seu CNPJ MEI, uma como atividade principal e outras 15 como secundárias. Apure se o seu negócio se enquadra em uma delas.

3. Fique atento(a) caso você receba algum benefício previdenciário

Isso porque, com a formalização, como o MEI, pode acarretar ao cancelamento de alguns benefícios. Alguns deles: salário-maternidade, auxílio-idoso, aposentadoria por invalidez etc.

4. Tenha uma reserva de emergência

Se você está empreendendo por ter sido mandado embora do trabalho fixo, poupe parte do capital como reserva de emergência e invista o restante no negócio. Se o seu caso é conciliar o trabalho atual com o empreendedorismo, vale a mesma lição de ter uma reserva de emergência, porém nesse caso exigirá uma administração maior do seu tempo. Trabalhe pelo seu próprio negócio fora do horário do expediente. Lembre-se: conciliar exige foco e disciplina. A dedicação exclusiva ao próprio negócio deve acontecer apenas quando os ganhos do empreendimento forem suficientes para se tonar a única fonte de renda.

5. Torne-se MEI

Sabendo de todas as lições acima, após averiguar se realmente o produto/negócio que ofertará tenha um diferencial no mercado e que há demanda para o consumo, chega o momento de se tornar MEI. O cadastro é simples e rápido, feito pelo portal do empreendedor. Alguns documentos são exigidos como RG, Título de eleitor ou Declaração de Imposto de Renda, e comprovante de endereço. Caso seja estrangeiro há outros documentos solicitados. Acesse aqui o portal do empreendedor.

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