Com o aumento da concorrência dos bancos digitais, criação de fintechs financeiras no país e a crise econômica no Brasil, o Banco Bradesco encerrou a atividade de diversas agências nos últimos meses.

O Bradesco registrou esse ano custos acima do esperado e ficou abaixo das metas estabelecidas pois seus custos operacionais aumentaram 7,5% nos primeiros nove meses do ano.

Assim, mesmo tendo atingido um lucro de R$ 6,5 bilhões, o fechamento das agências faz com que muitos correntistas e investidores se preocupem. Um reflexo disso fica claro ao verificar o valor das ações da empresa que, no final de outubro caíram cerca de 4%.

Como parte do esforço para continuar no mercado como o segundo maior credor do setor privado do Brasil, o banco resolveu adotar uma série de medidas contentoras para regular seus gastos e continuar crescendo.

Medidas Contentoras

Dentre as medidas econômicas estabelecidas pelo Bradesco, além do corte de gastos com agências, se destacam as seguintes ações: novo programa de remuneração variável aos funcionários, acordos em processos trabalhistas, reforço de produtos digitais como o aplicativo de finanças Simplifica e o banco Next.

O presidente do Bradesco, Octavio de Lazari Junior, disse a jornalistas em uma teleconferência que o banco fechará 150 agências já neste ano. O banco encerrou setembro com 4.567 agências.

De acordo com o G1, Lazari disse que um recente programa de demissão voluntária também ajudará a cortar custos. Ele afirmou que “3 mil trabalhadores já aderiram ao programa, cerca de 3% do seu quadro de funcionários. O Bradesco também vem re-negociando melhores condições para contratos de fornecedores e fechado acordos em disputas trabalhistas.”

O Bradesco Vai Falir?

Qualquer instituição financeira, por maior que seja, corre o risco de falir, por isso o banco Bradesco está se esforçando tanto para evitar que haja dano em suas receitas devido aos seus custos operacionais.

Segundo Lazari, os gastos operacionais do Bradesco devem ficar dentro do controle neste ano graças à decisões importantes tomadas pela instituição no início do ano e isso traz um alívio para a empresa, que espera registrar um retorno sobre o patrimônio de 20% nos próximos trimestres, mesmo com as baixas taxas de juros no Brasil.

Como previsão para o próximo ano, o banco pretende focar na aceleração dos seu crescimento: “Ganhos de escala serão essenciais para o banco manter sua lucratividade em meio a taxas de juros mais baixas”, disse Lazari a jornalistas.

Portanto, como a empresa está sendo precavida, suas chances de falir são mínimas, por isso não há razão para preocupações no momento.

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